Está cientificamente provado…

Vivemos numa época totalmente dominada pelo físico, palpável e descritível.
Felizmente, não é preciso muito para “desmontar” uma filosofia que parece ter caído sobre o mundo todo como uma espécie de véu do políticamente correcto.
De facto, se há poucos séculos bastava afirmar que qualquer idiotice “estava escrita na Bíblia” para terminar qualquer conversa incómoda, hoje esse ónus passou para a ciência, e qualquer coisa menos conveniente é facilmente renegada com o argumento de que “está cientificamente provado” o contrário.
E pronto, está a conversa arrumada, e mais uma vez uma qualquer barbaridade pode passar a ser aceite como dogma.
Mas acontece que a própria ciência não passa no seu teste mais rigoroso, o método científico.
Se colocarmos a hipótese de que a ciência está sempre correcta, experimentarmos a teoria confrontando as teorias “científicas” ao longo dos anos, facilmene chegamos à conclusão que não podíamos estar mais enganados, pois em 99.999% dos casos a ciência estava afinal errada.
Que o digam os doentes do princípio do século XX, “tratados” com o método mais avançado de neuro-cirurgia, a chamada lobotomia, que sem saber como acordavam aliviados de uma boa parte da sua massa cerebral em troca de ficarem mais quietos.
E que o digam os milhões de pessoas levadas pelo espírito “verde” que neste preciso momento aceitam pagar mais impostos para ajudar o planeta a ser salvo do inferno na Terra, quando as novidades nesse particular chegarem aos ouvidos do comum observador. Novidades essas que afirmam que esses estudos científicos tinham menos de científico do que um qualquer ritual voodoo nas ruelas de Nova Orleães.
Mas enfim, não é sobre isto que é o meu post, mas sim sobre o facto de termos todos de gramar uma cultura dominante “progressista”, e que as nossas visões menos terrenas tenham de ser vividas em segredo.
Quer o Homem explicar tudo o que vê à luz da ciência, acabando sem se aperceber que nela está a acreditar como se de uma religião se tratasse.
Afinal, se há poucos anos era facto científico o facto de ser impossível viajar no tempo, hoje já não é bem assim.
Se há 15 anos era loucura delirante falar em buracos negros, hoje já não é bem assim.
E se há 5 anos falar em vibrações celestes era um acto religioso bacoco, hoje é física quântica de ponta. Afinal, a teoria das cordas é mesmo isso, descrita nos mesmos termos que os antigos hindus a descreviam e tudo.
Quer o Homem reduzir tudo o que existe a uma dimensão de fácil entendimento para ele, como se tivessemos chegado ao topo da evolução universal em que os segredos mais intrincados do cosmos estivessem apenas a décadas de distância e não de milhões de anos no futuro.
Quer o Homem reduzir tudo o que há para entender, ao seu litro e meio de massa cerebral, esquecendo-se de uma coisa muito importante…
É que tudo o que pensamos pode ser descrito por nós através de meras palavras.
Quer isto dizer que o Universo se reduz simplesmente a pura gramática?
E o inefável? Tudo aquilo demasiado belo, transcendente, completo para o qual simplesmente não há palavras para descrever.
É por esta razão que ninguém me convence que o misticismo e o sobrenatural simplesmente não podem ser sujeitos a testes científicos.
Primeiro porque a própria ciência os falha.
Segundo porque simplesmente não são do mesmo plano.
Senão tentem lá explicar o Universo a 6 dimensões, 3 de espaço e 3 de tempo com ciência de há 20 anos atrás.
E hoje em dia é isso que está na moda no meio científico…

  1. Esquila
    Dezembro 1, 2009 às 19:12

    Caro 10cib, está mesmo zangado! Não vale a pena!
    Ora vamos lá ver!
    A Ciência é uma invenção e uma necessidade do Homem e vai evoluindo, à medida que a mente humana, também evolui. Por isso, temos de ter consciência de que a Ciência não tem a resposta para tudo, e mais, em Ciência o que hoje é verdade, amanhã pode já não ser. Isto faz parte da sua própria evolução. O próprio “método científico” é só um processo “organizado” de seguir uma investigação, mas se não se chegar a uma conclusão válida, o processo inicia-se novamente, com formulação de novas hipóteses. Por aqui se vê que a Ciência não é a MAIOR. Antigamente, e ainda hoje, quando não temos uma explicação para um determinado fenómeno, atribuimos a responsabilidade ao Divino. Até pode ser o Divino, mas, eu penso que tem de haver uma explicação, só que podemos é, ainda, não ter atingido a capacidade de compreensão de tal fenómeno. Para mim, há coisas que, sei que se passam, como por exemplo, uma visita que tive um dia destes, não sei quem era, ou o que era, mas esteve ao meu lado. À partida poderia pensar que estava maluca, ou a sonhar, … Sempre fui muito céptica em relação a estas coisas, e nunca quis prestar-lhes muita atenção, mas aceito que existem. Mas não me contento em acreditar que existem, tenho grande necessidade e , agora, disponibilidade, para perceber o que é tudo isto. Tem de haver uma expliação científica, mesmo para aquilo que, ainda não atingimos, por estarmos limitados no nosso desenvimento mental.

  2. Setembro 8, 2011 às 18:39

    Eu não acho que esteja zangado, esta mais consciente do que a maioria de nós, vou aproveitar para dizer uma frase que um tio meu emigrante disse : ” Se um médico se lembrar de dizer que a casca de banana faz bem, vai logo tudo atrás comprar bananas por causa da casca “; no fundo é um alerta consciente para não cairmos demasiado em dogmas, e aceitar as verdades sem sequer as questionarmos, nós somos seres pensantes, antigamente era o dogma religioso , hoje é o dogma cientifico mas este também não é perfeito, um exemplo típico é o de café: um dia dizem que faz bem, outro dia que faz mal ( não me venham dizer que tudo tem a sua regra lol ); o que quero dizer é para não acreditarmos em tudo o que vemos e lemos seja na tv ou onde for, porque hoje tudo é no fundo uma questão de comércio, e a ciência está já também a deixar-se corromper muito pelo comércio e interesses ocultos desde empresas, escolas, farmácias, hospitais etc etc.
    Acima de tudo pensem e questionem o que ouvem, e é graças a estes sites como o Portugal esotérico que temos acesso a informações realmente importantes e credíveis, e tenho esperança que um dia a ciência e a espiritualidade se unam numa só, porque é ai que eu acredito e sinto realmente que está a verdadeira sabedoria, principalmente deste novo século.

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