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Portugal (em percentagem do PIB) é o país-membro que mais contribui para os cofres da UE

Um dos maiores argumentos a favor da permanência de Portugal na União Europeia tem sido o factor financeiro. O volume das “ajudas estruturais” recebidas por Portugal da CEE, primeiro, e depois, da União Europeia só é comparável na nossa História ao afluxo das especiarias da Índia no século XVI e dos diamantes do Brasil XVIII. Contudo, esta situação está a mudar. Se tivermos em consideração a contribuição nacional para o orçamento da União, em percentagem do PIB, Portugal é o maior contribuinte.

A conclusão consta de um estudo promovido pela consultora Deloitte e apresenta Portugal na frente, com 0,96%, logo seguido de Espanha, com 0.93%, França, com 0,91% e Alemanha com 0,78%… O Reino Unido – tradicionalmente um excelente negociador de ajudas financeiras e um dos maiores beneficários da PAC, quando ela existia – contribui com apenas 0,54%, metade do valor comparativo português…

Eis aquilo que é hoje a Europa. Os países mais pobres, surjem nas primeiras listas desta tabela, e os mais ricos ou no meio, ou no fundo da mesma. Dirão que o que importa é o esforço bruto para os cofres comunitários, e que os 0,54% são numericamente muito mais significativos do que os 0,9% portugueses sendo o PIB britânico de 2,147 triliões de dólares e o português de apenas 232 biliões (números de 2007), mas a taxa de esforço portuguesa nem por isso deixa de ser maior do que a britânica, francesa ou alemã, as três ditas “locomotivas” europeias, e que afinal circulam numa via onde o preço do bilhete é mais barato do que a via portuguesa…

A adesão de novos países do leste europeu coloca como certo o fim das ajudas comunitárias e logo, da maior razão para a presença portuguesa nesta Europa que afinal sempre foi muito a da “gente loira do norte” de Agostinho da Silva, e dos seus satélites do leste e do centro da Europa do que do Mediterrâneo, alcunhados pela eurocracia de “ClubMed” inúmeras vezes… E estas ajudas não foram cedidas gratuitamente (não há coisa, como os “almoços grátis”): em troca da evaporação da nossa agricultura, arrancada literalmente do chão, e do abate sistemático da nossa frota, a Europa enviou-nos milhões de euros e tornámo-nos num dos países do mundo mais alcatroados. Mas a indústria e a agricultura do norte encontraram novos mercados e nós, cumprindo a “estratégia” de Cavaco transformá-mos este país numa “economia de serviços” e de Turismo, frágil e altamente dependente dos caprichos do estrangeiro e incapaz de viver sem torrentes infindáveis de importações e com desemprego crónico.

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