2012, O Fim do Ano Cósmico


O Calendário Cósmico comprime a história local do Universo num só ano. Partindo do pressuposto que o Universo começou em Janeiro (Mês Cósmico), a Via Láctea constitui-se a meados de Maio, os Sistemas Planetários, na qual o nosso Sistema Solar se inclui, podem ter aparecido durante os meses de Junho, Julho e Agosto, sendo que no início de Setembro surge a formação do Sol, a meio desse mês surge o planeta Terra e perto do final do mês de Setembro surge vida unicelular no nosso planeta.

O Big Bang deu-se logo no primeiro segundo cósmico do mês do Janeiro deste Calendário, há cerca de 16 bilhões de anos e paradoxalmente, tudo o que Nós, Humanos, somos e fizemos ocorreu em Dezembro. Cada Mês Cósmico tem 1 bilhão e 334 milhões de anos terrestres, cada Dia Cósmico representa pouco mais de 40 milhões de anos e cada Segundo Cósmico tem 500 anos da nossa história. Um piscar de olhos no drama cósmico corresponde à distância temporal entre o Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia, por Vasco da Gama, no século XV e a celebração desse feito durante a Expo 98 na cidade de Lisboa no final do século XX.
Representativamente, se o Calendário Cósmico fosse das Dimensões do Estádio da Luz, a história da humanidade ocuparia uma área equivalente ao tamanho da palma de uma mão.
Nós, Humanos, começa-mos a traçar o nosso longo e tortuoso caminho (que começou com a bola de fogo primitiva que levou à condensação de toda a matéria e energia existentes) no final deste ano cósmico. Nós emergimos tão recentemente que os eventos da nossa história com os quais estamos familiarizados ocupam os últimos momentos do dia 31 de Dezembro do Calendário Cósmico.
Contudo alguns eventos críticos para a espécie humana começaram muito antes, com a resistência e facilidade de adaptação aos meios dos nossos ancestrais comuns mamíferos. Os primeiros mamíferos apareceram neste cenário cósmico no dia 25 de Dezembro do ano cósmico. Se mudarmos a escala de meses para minutos, verificamos que os primeiros humanos apareceram às 22h 30min do dia 31 de Dezembro do Calendário Cósmico. E com o passar dos minutos (cada minuto cósmico corresponde a 30 mil anos terrestres) começamos a longa e inacabada jornada do tentar compreender quem somos e de onde viemos. Às 23h 30min, uma hora cósmica depois, os humanos descobriram o fogo. Passados 29min e 20seg, às 23h 59min 20seg da noite do último dia do ano cósmico, cerca de 8,8 mil anos depois da descoberta do fogo, os humanos começaram a domesticar animais e plantas. Ás 23h 59min 35seg do dia 31 de Dezembro do ano cósmico, 15seg cósmicos depois, cerca de 7500 anos da domesticação dos animais, iniciaram-se as comunidades de agricultura que evoluíram para as grandes cidades.
Estes dados só vêm demonstrar que no vasto oceano de tempo que este calendário representa, nós, Humanos, aparecemos tão recentemente no cenário cósmico que todas as nossas memórias e toda a nossa História conhecida estão confinadas nos últimos 10 segundos do último minuto do dia 31 de Dezembro do ano cósmico.
Nós na Terra apenas acordamos face aos grandes oceanos de Espaço e Tempo do qual emergimos tão recentemente que podemos ser considerados recém-nascidos nesta evolução cósmica, razão pela qual persistem tantas incertezas, questões e dúvidas sobre a existência, precisamos de amadurecer neste lenta e dolorosa evolução cósmica para ganharmos consciência e desvendarmos a verdade por detrás da Criação. Somos, indiscutivelmente, o legado de 16 bilhões de anos de evolução cósmica, porém, não temos o destino traçado, temos escolhas a fazer, podemos melhorar as nossas vidas e vir a conhecer o Universo que nos criou ou podemos desperdiçar a nossa herança de 16 bilhões de anos num autodestruição sem sentido. E o que acontecerá no primeiro segundo do próximo ano cósmico dependerá do que nós fizermos, aqui e agora, com a nossa inteligência e o nosso conhecimento do Cosmos.

  1. Isabel
    Janeiro 24, 2010 às 11:49

    Interessante, nunca tinha ouvido falar no calendário cósmico. Mas porque é que acaba em 2012? Não parece fazer sentido haver fim para um tal calendário, haveria apenas que reajustar a escala dos acontecimentos, não seria?!
    Isto fez-me recordar um show de slides sobre o Universo, desde a profundeza do espaço até às micro-partículas da matéria, que me “assustou” um pouco (até o apaguei do meu PC, sem o reenviar…). Essa sucessão de imagens sugeria (entendi eu…) nós sermos uma parte ínfima (por hipótese, uma célula, ou uma qualquer “nano-parte”…) de um “ser” ou “algo” infinitamente grande…

  2. Esquila
    Janeiro 24, 2010 às 17:18

    A maior parte das pessoas não tem noção “do tempo que o tempo tem”. Tudo é relativo, por exemplo, para uma formiga, se é que ela tem noção de “tempo”, será diferente, certamente. Tudo tem a ver com o período de vida de cada espécie. Agora, comparar o período de existência dos seres vivos com o Universo, é abismal.E é aí que nós podemos perceber o quanto somos pequeninos …….
    E porque não, sermos uma partícula constituinte de um organismo qualquer? Tudo é possível!

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