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Vem aí uma geração de rapazes frustrados

Em quase todos os países ocidentais, os rapazes abandonam cada vez mais o ensino no final da escolaridade obrigatória. Têm capacidades para ir mais longe, mas as escolas poderão estar a avaliá-los mal, privilegiando as raparigas. Podemos estar a criar (ou já criámos?) uma geração de excluídos e uma nova classe baixa – a dos homens.

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/27-01-2010/vem-ai–uma-geracao-de-rapazes-frustrados-18656888.htm

Categorias:Geral
  1. Krípton
    Janeiro 30, 2010 às 15:12

    O que segundo a minha óptica beneficiará os poucos individuos do sexo masculino qualificados em quadros superiores, serão como “aves raras” no mercado de trabalho.

    As Elites Mundiais sabem o que fazem…lol

  2. Esquila
    Janeiro 30, 2010 às 16:56

    Parabéns Krípton
    Este tema é uma excelente escolha para colocar em discussão. Não sei se algum dia haverá solução para este problema. Passou-se de 8 para 80, ou seja, para -80, com a implementação da democracia e do sistema materialista. Com o 25 de Abril, acabaram com as escolas comerciais e industriais, as quais eram muito boas, principalmente para os rapazes, que tinham oportunidade de ter um ensino/aprendizagem mais prático do que teórico, e não lhes eram cortadas as pernas, pois poderiam ingressar, do mesmo modo, no ensino superior.
    Atenção, mas a culpa não é só do “sistema”. Os pais e encarregados de educação, têm aqui uma responsabilidade muito grande, porque se demitem da educação dos seus educandos, colocando nas escolas essa responsabilidade. Nos colégios, é diferente, porque aí, os pais pagam, e bem, então, têm de exigir dos seus educandos, para que o dinheiro que gastam não seja em vão.
    E há aqui, ainda, muitos outros factores sócio-económicos, culturais, emocionais, etc.
    Agora, não tenho dúvidas que os homens estão a “deixar cair os braços” e as mulheres estão a tomar conta do mundo.
    Se calhar, a profissão de escravo vai voltar ao mundo civilizado. É pena!!!!

  3. Pedro Ferreira
    Janeiro 30, 2010 às 21:50

    O que eu me ri com a tua conclusão, kripton…Esquila, as escolas comerciais e industriais acabaram porque também se acabou com a produção de forgonetas. No entanto se fizeres uma pesquisa (chega no google) descobres que ha vários cursos técnicos disponíveis para o pessoal com poucas capacidades intelectuais.

  4. Krípton
    Janeiro 31, 2010 às 1:36

    Encontrei um comentário neste link com a sua piada: “…as iluminadas raparigas também vão ficar frustradas por apenas estarem rodeadas de grunhos(????) saloios(???) ignorantes(??????) brutos(????)…”

    Muito sinceramente acho que é a resposta que este fraco texto noticioso merece. Razão pela qual o postei e ridicularizei no primeiro comentário. Nem acreditei no que li… tal é o sensacionalismo descabido e a generalização abusiva!

    Esta notícia sensacionalista, típico do jornal que a produz, não tem grande cabimento, e quem perder tempo a lê-la por inteiro seguramente compreenderá onde quero chegar…

    É VERDADE que todos estamos de acordo, sabemos e reconhecemos que o Sistema Educativo está caótico. As condições nas escolas são deficientes, os professores, como grande parte dos licenciados, estão mal preparados e não têm grandes qualificações, os alunos são desordeiros e impera sistematicamente a lei do facilitismo, sendo que no resultado final temos crianças analfabetas a sair da primária sem saber ler nem escrever, adolescentes iletrados e imaturos que vão para o ensino secundário sem saberem a tabuada e sem sequer compreender o que lêem, chegam ao 12º ano sem médias para seguirem o curso que queriam (se é que sabiam o que queriam seguir) acabando por entrar, mais tarde ou mais cedo, em faculdades e cursos indesejados, nunca antes ponderados, contudo era para o que dava – dizem os estudantes.

    Todavia quem já foi estudante sabe que “só” se entra nos cursos que as notas finais permitirem, imperando a selecção natural através dos números clausus. As candidaturas a cursos e faculdades depende exclusivamente disso, tendo o aluno inclusive, mesmo que os resultados não sejam os esperados, necessários ou ambicionados, uns escassos dias para decidir sobre o seu futuro depois da exaustiva época de exames nacionais.

    Depois de entrarem na faculdade ou têm a sorte de gostar do curso e por lá vão ficando até finaliza-lo ou então, caso não gostem, trocam de curso de ano para ano até decidirem, finalmente, cursar, desculpando-se com a celebre frase “Não é disto que gosto”. Concluída a licenciatura vão “intelectualmente virgens” e inexperientes para o mercado de trabalho sem garantias de emprego ou se as têm geralmente trabalham a recibos verdes… como diz o sr. Deputado Jerónimo de Sousa, “consequências da precariedade”.

    Segundo a minha óptica em vez de se discutir como melhorar o nível de ensino em Portugal, a qualificação dos portugueses, a preparação dos mesmos da melhor forma possível para entrarem imediatamente no mercado e estratégias para a colocação dos azarados, prefere-se dar relevância à estupidificante e bacoca guerra dos sexos que não leva a lado nenhum que pretende cobrir um feminismo atroz atacando os preconceitos de uma sociedade e civilização machistas que injustamente tanto vexaram e subestimaram o sexo feminino ao longo dos tempos, acabando por provocar o terror no sexo masculino no inevitável fracasso que caracterizará o seu futuro graças à emancipação das mulheres e à igualdade de direitos sexuais. O que não deixa de ser extremamente errado por evocar principios incorrectos como a vitória das mulheres, a submissão dos homens ao sexo oposto (chegando a considera-los uma Geração de Excluidos e uma “Nova Classe Baixa”) e a enganosa supremacia, hegemonia e superioridade feminina em vez de se cultivar a tolerância, o direito à igualdade, o respeito pela diferença, a existência das mesmas capacidades e equivalentes níveis intelectuais de ambos quando trabalhados e que tudo é uma questão de esforço e de oportunidades.

    De acordo com a minha experiência como estudante o sucesso escolar não têm nada de genético, o sucesso não está no duplo cromossoma X nem no cromossoma Y. Geralmente quem tem melhores condições culturais e educacionais em casa se se aplicar tem melhores resultados sejam homens ou mulheres. Existe sucesso e fracasso em ambos os sexos.

    O sexo feminino domina o número de candidaturas ao ensino superior não só por existirem em maior número (embora o jornal diga o contrario onde afirma categoricamente que em cada 105 nascimentos, 100 são do sexo masculino(tal é o disparate)) mas essencialmente porque começaram a poder concorrer (a tudo na vida) em igualdade de circunstâncias com o sexo masculino, coisa que não acontecia há bem pouco tempo atrás.

    Esta conquista foi mais do que uma vitória feminina, foi uma vitória da liberdade, igualdade e fraternidade, finalmente começaram a experienciar a vida tal e qual como os homens sem se martirizarem por serem “meninas de boas famílias”.

    Mas mesmo que fosse verdade o que vem naquele texto, o sucesso escolar e académico não são sinónimos de sucesso laboral e no mercado de trabalho, nesta fase da vida, o sucesso equipara-se percentualmente a ambos os sexos. O que só vem demonstrar que o sucesso não é mesmo genético, depende do trabalho e da aplicação de cada um. (E isto não deveria ser novidade para ninguém). Todos os bons comportamentos, posturas e atitudes como o trabalho, a dedicação e a honra, mais tarde ou mais cedo, são sempre reconhecidos e recompensados.

    Por estes motivos discordo complemente com o surgimento de umas gerações com um género frustrado. Acredito que se, no futuro, existir frustração será mútua porque o futuro vai ser difícil, com desemprego, salários precários, uma divida astronómica, TGV´s e Aeroportos para pagar.

    • Krípton
      Janeiro 31, 2010 às 5:22

      (…)Post Scriptum:
      Coincidentemente o número de licenciados está a aumentar anualmente assim como a taxa de desemprego em licenciados e está a surgir um fenómeno estranho, aparecem cada vez mais vagas de emprego para não-licenciados sendo que a taxa de empregabilidade nesta área, para trabalho indiferenciado, está a aumentar e aumentará nos próximos anos. O que significa que ser-se licenciado dentro de pouco tempo poderá não valer grandemente. O que ainda é mais assustador! Realmente estamos a ficar cada vez mais um país subdesenvolvido!

      O que me pode levar a crer que, partido do principio que a jornalista tem razão nos seus fundamentos, a frustração será feminina porque estudaram, aplicaram-se, sempre foram boas alunas mas infelizmente para elas não há emprego… desta forma o alvo de frustração é invertido!

      Só quero com isto demonstrar que nada é certo, e que o artigo deste link é realmente muito disparatado…

  5. Esquila
    Janeiro 31, 2010 às 20:07

    Este artigo, não há dúvida nenhuma, que sugere um bom tema para discussão, com a qual nunca se chegará a lado nenhum. No entanto, este texto é a maior aberração que já alguma vez tive oportunidade de ler sobre o assunto. Dali, aproveitam-se 1 ou 2 parágrafos, todo o resto, com tanto trabalho de investigação por base, é uma perfeita idiotice.
    Mas não quer dizer que o tema não seja interessante.
    E obviamente, também concordo que o sucesso/insucesso escolar não tem nada de genético, é mais problema da sociedade actual, que se verifica, tanto em Portugal como nos outros países

  6. Krípton
    Janeiro 31, 2010 às 21:36

    É verdade Esquila… este texto só vem demonstrar o nível muito baixo do jornalismo em Portugal.

    É realmente muito nítido o poder deste lobby dos jornalista, dizem e inventam o que querem e lhes apetece e ainda lhes sobra tempo, sem sofrerem com as consequências do que categoricamente afirmam… enfim… consequências da liberdade de expressão!

    Este lobby consegue colocar um Zé Ninguém na ribalta e de lá tirá-lo-ão do dia para a noite. Este lobby consegue destruir a imagem de qualquer figura pública. Este lobby consegue manipular a opinião pública. Este lobby escrutina escrupulosamente e adultera a realidade para informar as massas conforme os seus interesses. A verdade é que a humanidade se tornou tão previsível que não nos apercebemos que somos manipulados através dos Media nem sabemos e imaginamos o PODER que este lobby tem nos desígnios do nosso futuro, provavelmente é o maior lobby deste planeta.

    Contudo o que mais me escandaliza é ver, esta senhora, sem categoria alguma para escrever num jornal de prestígio como é o Público (pelo menos é dos mais vendidos no nosso país), escrever sobre formação escolar e académica sendo que ela claramente não tem formação nenhuma, porque se tivesse não escrevia tantos disparates e de forma tão primária. E ainda me horroriza mais o Público dar cobertura aos artigos desta senhora jornalista Clara Viana, nomeadamente, este em particular que chega a ser ofensivo, vexatório e discriminatório para o sexo masculino. É incrível, mas é verdade!

  7. Esquila
    Fevereiro 1, 2010 às 0:01

    Isso é tudo verdade! E ainda tenho a referir a pessoa que fez os estudos, e apresenta como resultados estas aberrações, que me parecem muito pouco sérios, ou mesmo feitos sem qualquer critério, utilizando uma pequena amostragem e generalizandomas suas conclusões. Isto é também falta de profissionalismo e seriedade. Como já disse o insucesso escolar tem origem em variadíssimos factores e tanto abrange rapazes, como raparigas. Não há um sistema de avaliação para sexos diferentes.

  8. Krípton
    Fevereiro 1, 2010 às 0:11

    O artigo é completamente disparatado, até me sinto tentado a enviar um email àquele jornal para reclamar com tamanha falta de…TUDO… desde qualidade, seriedade e profissionalismo! Inconcebível!

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