O Universo como um Holograma


Em 1982 ocorreu um facto muito importante. Na Universidade de Paris uma equipa de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode tornar-se o mais importante experimento do século 20. Você não ouviu falar sobre isto nas notícias da noite. De facto, a menos que você tenha o hábito de ler jornais e revistas científicos, provavelmente nunca ouviu falar no nome de Aspect.
E há muitos que pensam que o que ele descobriu pode mudar a face da ciência.

Aspect e a sua equipa descobriram que sob certas circunstâncias partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente comunicar umas com as outras a despeito da distância que as separa. Não importa se esta distância é de 10 pés ou de 10 bilhões de milhas. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está a fazer. O problema com esta descoberta é que isto viola a sustentada afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz. E como viajar mais rápido que a velocidade da luz é o objetivo máximo para quebrar a barreira do tempo, este facto estonteante tem feito com que muitos físicos tentem vir com maneiras elaboradas para descartar os achados de Aspect.

Mas também tem proporcionado que outros busquem explicações mais radicais.

O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam na realidade objetiva não existe, que a despeito da aparente solidez o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. Para entender porque Bohm faz esta afirmativa surpreendente, temos primeiro que saber um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser.

Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado com a luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é colocado fora da luz refletida do primeiro e o padrão resultante de interferência (a área onde se combinam estes dois raios laser) é capturada no filme. Quando o filme é revelado, parece um redemoinho de luzes e linhas escuras. Mas logo que este filme é iluminado por um terceiro raio laser, aparece a imagem tridimensional do objeto original.

A tridimensionalidade destas imagens não é a única característica importante dos hologramas. Se o holograma de uma rosa é cortado na metade e então iluminado por um laser, em cada metade ainda será encontrada uma imagem da rosa inteira. E mesmo que seja novamente dividida cada parte do filme sempre apresentará uma menor, mas ainda intacta versão da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém toda a informação possuída pelo todo.

A natureza de “todo em cada parte ” de um holograma proporciona-nos uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem. Durante a maior parte da sua história, a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito que a melhor maneira para entender um fenómeno físico , seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar as suas partes respectivas.
Um holograma ensina-nos que muitas coisas no universo não podem ser conduzidas por esta abordagem. Se tentamos tomar alguma coisa a parte, alguma coisa construída holograficamente, não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.


Este “insight” é o sugerido por Bohm como outra forma de compreender os aspectos da descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contacto umas com as outras a despeito da distância que as separa não é porque elas estejam a enviar algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão.
Ele afirma que num nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohom oferece a seguinte ilustração.

Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário directamente e o seu conhecimento deste aquário dá-se por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral.

Quando você observa atentamente os dois monitores, acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual. Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba por adquirir a consciência de que há uma relação entre eles.

Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das cameras você pode ser levado a concluir que os peixes estão a intercomunicar, apesar de claramente este não ser o caso.

Isto, diz Bohm, é precisamente o que acontece com as partículas subatómicas na experiência de Aspect. Segundo Bohm, a aparente ligação mais-rápido-do que – a luz entre as partículas subatômicas está a dizer-nos realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatómicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos a ver apenas uma porção da realidade delas.

Estas partículas não são partes separadas mas sim facetas de uma unidade mais profunda e mais subliminar que é holográfica e indivisível como a rosa previamente mencionada. E como tudo na realidade física está compreendido dentro destes “eidolons”, o próprio universo é uma projeção, um holograma.

Em adição a esta natureza fantástica, este universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas subatómicas é uma ilusão, isto significa que a nível mais profundo da realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.

Os elétrons num átomo de carbono no cérebro humano estão interconectados com as partículas subatômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu.

Tudo interprenetra tudo e embora a natureza humana possa buscar categorizar como um pombal e subdividir, os vários fenómenos do universo, todos os aportes toda esta necessidade é de fato artificial e todas de natureza que é finalmente uma rede sem sentido.

Num universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais ser vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização quebram-se diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projecções de ordem mais profunda.

Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Sugere que tendo as ferramentas apropriadas pode ser algum dia possível entrar dentro deste nível de realidade super holográfica e trazer cenas do passado há muito esquecido. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto. Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo no nosso universo e no mínimo contém cada partícula subatômica que existe ou existirá – cada configuração da matéria e energia que é possível, de flocos de neve a quasars, de baleias azuis aos raios gamma. Deve ser visto como um tipo de “depósito” de ”Tudo o que é”.

Embora Bohm admita que não há maneira de saber o que mais pode estar oculto no super holograma, ele arrisca-se a dizer que não temos qualquer razão para admitir que ele não contenha mais. Ou, como ele coloca, talvez o nível super holográfico da realidade é um simples estágio além do que repousa ”uma infinidade de desenvolvimento posterior”.

Bohm não é o único pesquisador que encontrou evidências de que o universo é um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista Karl Pribram, de Standford também  persuadiu-se da natureza holográfica da realidade. Pribram desenhou o modelo holográfico para o quebra cabeças de como e onde as memórias são guardadas no cérebro.


Por décadas, inúmeros estudos têm mostrado que muito mais que confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.

Em uma série de experiências com marcadores na década de 20, o cientista cerebral Karl Lashley concluiu que não importava que porção do cérebro do rato era removida; ele era incapaz de erradicar a memória de como eram realizadas as atividades complexas que tinham sido aprendidas antes da cirurgia. O único problema foi que ninguém foi capaz de poder explicar a natureza de ”inteiro em cada parte” do stoque da memória.

Então, na década de 60, Pribram encontrou o conceito de holografia e entendeu que ele tinha encontrado a explicação que os cientistas cerebrais procuravam. Pribram acredita que as memórias são codificadas não nos neurônios, ou pequenos grupos de neurônios, mas em padrões de impulsos nervosos de tipo cruzado em todo o cérebro da mesma forma que a interferência da luz laser atravessa toda a área de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro é um holograma.

A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode guardar tantas memórias em um espaço tão pequeno.

Tem sido calculado que o cérebro humano tem a capacidade de memorizar algo na ordem de 10 bilhões de bits de informação durante a média da vida humana ( ou rudemente comparando, a mesma quantidade de informação contida em cinco volumes da Encyclopaedia Britannica).
Similarmente, foi descoberto que em adição a suas outras capacidades, o holograma possui uma capacidade de stoque de informação simplesmente mudando o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, e é possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode guardar mais que 10 bilhões de bits de informação.

A nossa habilidade de rapidamente recuperar qualquer informação que precisamos do enorme stoque das nossas memórias torna-se mais compreensível se o cérebro funciona segundo princípios holográficos. Se um amigo pede-lhe que diga o que lhe vem à mente quando ele diz a palavra “zebra”, você não tem que percorrer uma gigantesca lista alfabética para encontrar a resposta. Ao contrário, associações como ”listrada”, parecida com um cavalo e ”animal nativo da África” logo lhe vem a mente.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre o proceso de pensamento humano é que cada peça de informação parece imediatamente correlacionada com muitas outras – uma outra característica intrínseca do holograma. Por que cada porção de um holograma é infinitamente interligada com todas as outras porções, talvez seja a natureza o supremo exemplo de um sistema interligado.

A capacidade da memória não é o único quebra cabeças neurofisiológico que se torna abordável à luz do modelo holográfico de cérebro de Pribram.

Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de freqüências que recebe via sentidos (freqüências de sons, freqüências de luz e assim por diante ) dentro do mundo concreto das nossas percepções. Codificando e descodificando frequências é precisamente o que o holograma faz melhor. Exactamente como um holograma funciona como um tipo de lente, um aparelho tradutor capaz de converter um borrão de frequências aparentemente sem sentido em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também parece uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as frequências que recebe através dos sentidos dentro do mundo interior das nossas percepções. Um impressionante corpo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar as suas operações. A teoria de Pribram de fato tem ganho suporte crescente entre os neurofisiologistas.

O pesquisador ítalo-argentino Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo dos fenômenos acústicos.

Confuso pelo facto de que os humanos podem localizar a fonte dos sons sem moverem as cabeças, mesmo se eles só possuem audição em um ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar estas habilidades.

Zucarelli também desenvolveu uma técnica de som holográfico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir sons acústicos com um realismo quase inconcebível.

A crença de Pribram que nossos cérebros constróem matematicamente a ”dura” realidade pela liberação de um input de uma frequência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte experimental. Foi descoberto que cada um dos nossos sentidos é sensível a uma extensão muito mais ampla de frequências do que se suspeitava anteriormente. Os pesquisadores têm descoberto, por exemplo, que o nosso sistema visual é sensível às frequências de som, o nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora chamamos de frequências cósmicas e que mesmo cada célula do nosso corpo é sensível a uma ampla extensão de frequências. Estas descobertas sugerem que está apenas sob o domínio holográfico da consciência e que estas frequências são selecionadas e divididas dentro das percepções convencionais.

Mas o mais envolvente aspecto do modelo holográfico cerebral de Pribram é o que acontece quando ele é conjugado à teoria de Bohm. Se a “concretividade” do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está “lá” é um borrão de frequências holográfico , e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das frequências deste borrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva? Colocando de forma simples, ela deixa de existir.

Como as religiões orientais a muito tem afirmado, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora pensemos que somos seres físicos que se movem num mundo físico, isto também é uma ilusão.
Somos realmente “receptores” boiando num mar caleidoscópico de freqüência, e que extraímos deste mar e transformamos em realidade física não é mais que um canal entre muitos do super holograma.

Esta intrigante figura da realidade, a síntese das abordagens de Bohm e Pribram tem sido chamada de “paradigma holográfico”, e embora muitos cientistas tenham recebido isto com cepticismo, este paradigma tem galvanizado outros. Um pequeno mas crescente grupo de pesquisadores acredita que este pode ser o modelo mais acurado da realidade científica que foi mais longe. Mais do que isto, muitos acreditam que ele pode solucionar muitos mistérios que nunca foram antes explicados pela ciência e mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.

Numerosos pesquisadores como Bohm e Pribram tem notado que muitos fenómenos parapsicológicos tornam-se muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.

Num universo em que cérebros individuais são actualmente porções indivisíveis de um holograma muito maior e tudo está infinitamente interligado, a telepatia pode ser simplesmente o acesso do nível holográfico. É obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo A para a do indivíduo B ao ponto mais distante e auxilia a entender um grande número de quebra cabeças em psicologia. Em particular, Grof sente que o paradigma holográfico oferece um modelo de compreensão para muitos estonteantes fenómenos vivenciados por indivíduos durante estados alterados de consciência.

Nos anos 50, conduzindo uma pesquisa em que se acreditava que o LSD seria um instrumento psicoterapêutico, Grof teve uma paciente que de repente ficou convencida que tinha assumido a identidade de uma femea de uma espécie pré histórica de repteis.

Durante o curso da alucinação dela, ela não somente deu riquissimos detalhes do que ela sentia ao ser encapsulada naquela forma, mas notou que uma porção do macho daquela espécie tinha anatomia que era um caminho para as escamas coloridas ao lado da sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof é que a mulher não tinha conhecimento prévio sobre estas coisas, e uma conversação posterior com um zoologista confirmou que em certas espécies de repteis as áreas coloridas na cabeça tem um importante papel como estimulantes do desenvolvimento sexual.

Regressões dentro do reino animal não são os únicos quebra cabeças entre os fenômenos psicológicos que Grof encontrou.

Ele também teve pacientes que pareciam entrar em algum tipo de consciência racial ou coletiva. Indivíduos com pouca ou nenhuma educação repentinamente davam detalhadas descrições das práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hindu. Noutro tipo de experiências os indivíduos forneciam relatos persuasivos de viagens fora do corpo, relâmpagos pré cognitivos do futuro, de regressões dentro de aparentemente encarnações de vidas passadas.

Em pesquisa posterior, Grof encontrou a mesma extensão de fenómenos manifestados em secções de terapia que não envolviam o uso de drogas. Em virtude dos elementos em comum nestas experiências parecerem transcender a consciência individual, além dos usuais limites do ego e/ou as limitações de tempo ou espaço, Grof chamou estas manifestações de experiências transpessoais e no fim dos anos 60 ele auxilou na fundação de um ramo de psicologia chamada ”psicologia transpessoal” e devotou -se inteiramente ao seu estudo.

Embora a recém-fundada Association of Transpersonal Psychology conquistasse um rápido crescimento entre o grupo de profissionais de mente similar, e se tornasse um ramo respeitado da psicologia, durante anos nem Grof nem os seus colegas foram capazes de fornecer um mecanismo para explicar os bizarros fenômenos psicológicos que eles estavam a testemunhar. Mas isto mudou com o advento do paradigma holográfico. Como Grof recentemente notou, se a mente é parte de um continuum, um labirinto que é conectado não somente às outras mentes que existem ou existiram, mas a cada átomo, cada organismo e região na vastidão do espaço e tempo, o facto de que seja capaz de ocasionalmente fazer entradas no labirinto e ter experiências transpessoais não pode mais parecer estranho.

O paradigma holográfico tem também implicações nas chamadas ciências “concretas” como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo do Virginia Intermont College, tem pontificado que a concretividade da realidade é apenas uma ilusão holográfica, e não está muito longe da verdade dizer que o cérebro produz a consciência. Mais ainda, é a consciência que cria a aparência do cérebro – bem como do corpo e de tudo mais que nós interpretamos como físico. Esta virada na maneira de se ver as estruturas biológicas fez com que pesquisadores apontassem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura poderia também ser transformado num paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável pela sua saúde do que admite a atual sabedoria médica. Que nós agora vejamos as remissões miraculosas de doenças podem ser próprias de mudanças na consciência que por sua vez efectua alterações no holograma do corpo.

Similarmente, novas técnicas controversas de cura como a visualização podem funcionar muito bem porque no domínio holográfico de imagens pensadas que são muito “reais” tornam-se “realidade”. Mesmo visões e experiências que envolvem realidades “não ordinárias” tornam-se explicáveis sob o paradigma holográfico. No seu livro, “Gifts of Unknown Things,” o biologista Lyall Watson descreve o seu encontro com uma mulher xamã indonésia que, realizando uma dança ritual , foi capaz de fazer um ramo inteiro de uma árvore desaparecer no ar. Watson relata que ele e outro atónito expectador continuaram a olhar para a mulher, e ela fez o ramo reaparecer, desaparecer novamente e assim por várias vezes.

Embora o actual entendimento científico seja incapaz de explicar estes eventos, experiências como esta vêm a ser mais plausíveis se a “dura” realidade é apenas uma projeção holográfica. Talvez concordemos sobre o que está “lá” ou “não está lá ” porque o que chamamos consenso realidade é formulada e ratificada a nível de inconsciência humana a qual todas as mentes estão interligadas.

Se isto é verdade, a mais profunda implicação do paradigma holográfico é que as experiências do tipo da de Watson’ não são lugares comuns somente porque nós não temos programado as nossas mentes com as crenças que fazem com que sejam.

Num universo holográfico não há limites para e extensão do quanto podemos alterar o tecido da realidade. O que percebemos como realidade é apenas uma forma esperando que desenhemos sobre ela qualquer imagem que queiramos.

Assim, mesmo as nossas noções fundamentais sobre a realidade tornam-se suspeitas, dentro de um universo holográfico, como Pribram postulou, e mesmo eventos ao acaso podem ser vistos dentro dos princípios básicos holográficos e portanto determinados.

Sincronicidades ou coincidências significativas de repente fazem sentido, e tudo na realidade terá que ser visto como uma metáfora, e mesmo eventos ao acaso expressariam alguma simetria subjacente.

Seja o paradigma holográfico de Bohm e Pribram aceite na ciência ou morra de morte ignóbil, é seguro dizer que ele já tem influenciado a mente de muitos cientistas. E mesmo se descoberto que o modelo holográfico não oferece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vimos ocorrer entre as partículas subatómicas, no mínimo, como observou Basil Hiley, um físico do Birbeck College de Londres, os achados de Aspect “indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade”.

  1. André Oliveira
    Fevereiro 24, 2010 às 19:11

    “A crença de Pribram que nossos cérebros constróem matematicamente a ”dura” realidade pela liberação de um input de uma frequência dominante também tem recebido grande quantidade de suporte experimental.”

    Fiquei um pouco intigado com esta passagem. Input de uma frequencia dominante? Essa frequencia, seria natural ou artificial?
    E, em qualquer dos casos, quem ou o quê o seu emissor?

  2. RBzone
    Fevereiro 24, 2010 às 19:14

    a fisica quantica já aborda mtos desses temas e já ouvi teorias até bem mais surpreendentes. o engraçado nestas teorias é q quase todas elas partilham uma base mais ou menos comum, diferem apenas no pormenor ou quando tentam dar nomes e conceitos cientificos para algo q nao compreendem e como tal, menorizam por vezes o verdadeiro conceito, q provavelmente nem sequer é explicável através do paradigma cientifico actual.

    esotericamente, é a tal história do rádio e da banda q sintonizas. tu és o rádio, e a realidade/universo em q existes é apenas a frequencia em q estás sintonizado. no mesmo espaço em q existes podem existir universos alternativos, seres alternativos, vidas alternativas, etc, com “frequencias” especificas e apenas detectáveis para quem está “sintonizado” nesse posto.

  3. Fevereiro 24, 2010 às 19:17

    nao é lindo quando a ciencia chega ás mesmas conclusoes de que está tudo ligado?falta viver esse conceito!

  4. André Oliveira
    Fevereiro 25, 2010 às 12:10

    Nao me interpretem mal, eu esforço-me por manter a mente aberta, e tento descobrir um sentido em tudo o que faço e vejo, mas esta situação é no minimo rebuscada. Porque está entao tanta gente sintonizada no mesmo canal? (canal nojento, por coincidencia) se existem outras “frequencias”, porque é que eu nao faço a mais pequena ideia do que isso representa na realidade? Quer dizer, a televisao nao é desculpa para tudo…se não é suposto eu ter acesso a qualquer outra “frequencia”, como sou eu capaz de supor que ela existe, de comportar tal noção? Desculpem-me a infantilidade das perguntas, mas foi a escrita mais sincera de que fui capaz.

    • RBzone
      Fevereiro 25, 2010 às 19:01

      a sintonização de outros canais é possivel com o aumento do nivel de consciencia

      é o ego q bloqueia, é a consciencia q liberta

      toma como exemplo a analogia do rádio. as ondas de rádio partilham todas o mesmo espaço, no entanto, um rádio só consegue captar a frequencia em q está sintonizado… portanto… mete-te no lugar do rádio, e acharias q a unica frequencia existente é aquela q consegues ouvir, no entanto isso é falso, existem mtas mais, tens é de as sintonizar

      no ser humano, a existencia em vibrações mais elevadas é feita através do desenvolvimento de consciencia. aliás, até já foram feitas diversas experiencias cientificas, com aparelhos próprios para medir essas mesmas frequencias emanadas pelos seres humanos, e verificaram coisas engraçadas, como por exemplo o facto de pessoas “normais” vibrarem a uma frequencia mto mais baixa q pessoas mais “espirituais”, conscientivas, etc. por exemplo, repararam q monges budistas em meditação tinham niveis de vibração 4 a 8 vezes superiores as de um ser humano “tipico”. se quiseres informações mais cientificas sobre este facto experimenta ler o “Biofeedback human energy field”, onde explicam mto bem tudo isto, falam das experiencias efectuadas, dos aparelhos utilizados, etc

      • maiden
        Abril 3, 2012 às 15:24

        boas carissimo, frequento um dos foruns que frequentas cujo nome começa por C e termina em S com um Hifen lá no meio e em virtude de ter sido banido (era o maiden) fiquei impossibilitado de te contactar, mas gosto do assunto dos teus topicos, da maioria deles e há muita coisa que me interessa mas quero saber mais, se me quiseres contactar diz

  5. driadeh
    Fevereiro 25, 2010 às 16:17

    Olá André. Interessante análise. “Porque está entao tanta gente sintonizada no mesmo canal? (canal nojento, por coincidencia)”

    Julgo que tem a ver com o “despertar da consciência”. Freud dizia que temos 3% de consciência desperta e 97% adormecida.

    Quando nos começamos a questionar sobre o mundo, sobre as injustiças da sociedade, quando procuramos um sentido para a vida. Todas as respostas acabamos por obtê-las na espiritualidade.

    Quando vamos descobrindo outras realidades que desconheciamos. Por ex:. ao ter-mos consciência da existência de sociedades secretas por trás da política e economia mundial,etc… permite-nos ter uma outra compreensão do mundo. E por isso temos já outra frequência diferente da maioria das pessoas. Esse “despertar” é contínuo e leva-nos a novas descobertas. Depende de cada um.

    Tudo está ligado no Universo. Pois a origem do mundo material/fisico está no mundo espiritual/invisível. E sem ele não existiria a 3º dimensão em que vivemos.

    Isso explica os fenómenos da telepatia. Existem leis da metafisica que afirmam que todos somos atraidos para aquilo com o qual temos afinidade. Assim diria que a maioria da população tem a mesma afinidade. Mas isso não significa que estejamos no melhor caminho.

  6. André Oliveira
    Fevereiro 26, 2010 às 12:50

    Compreendo o que me está a ser dito, e prometo que o vou tentar digerir, com calma🙂 mas tudo isso tem implicações no minimo pessimistas…a única coisa que me ocorre capaz de mudar a “sintonia” global actual será (hopefully wrong) a propaganda, que é a maior responsavel pela nossa actual situação. De qualquer outra maneira, a mudança seria gradual (o que é bom, sem dúvida) mas insuportavelmente lenta. Mesmo passando o conhecimento (ou suspeitas) de boca em boca, tenho constantemente esbarrado contra estupidez e ignorancia, que apesar de (já) não me despertar raiva contra o estúpido e\ou ignorante, me deixa com muito pouca esperança num despertar colectivo de consciencia. Vocês (nem sei bem quem, mas pronto), que ja têm uns anitos de estrada, vêem alguma luz ao fundo do tunel? (sem ser o comboio…)

    • RBzone
      Fevereiro 26, 2010 às 15:36

      se reparares, a evolução conscientiva da humanidade tem sido mais ou menos constante nos ultimos 5000 anos… com altos e baixos, avanços e retrocessos, mas a tendencia é claramente no sentido conscientivo. a tua falta de esperança(e com razão diga-se) num despertar global está relacionado com a linha temporal, ou seja, queres resultados visiveis e radicais dentro do teu período de vida fisico, no corpo em q estás… isso é fruto do ego🙂 e nao te preocupes q até o mais conscientivo dos conscientivos sofre disso. mas tens de perceber q o universo se está borrifando para o q tu gostarias de acontecesse. as coisas têm um percurso natural, um caminho a ser percorrido, como tal, duvido muito q venhas a assistir no teu tempo de vida a alguma alteraçao radical. mas é precisamente as expectativas q cada um de nós cria, e a tentativa de as alcançarmos, q faz com q lentamente, as coisas vão mudando… de qq maneira, considera-te um tipo com sorte, pq talvez a tua existencia actual venha a observar o maior salto conscientivo de q há memória nos ultimos 5000 anos. parece-me q algo em grande se avizinha, fruto de algum tipo de catástrofe, algum tipo de acontecimento q afectará todo o planeta, e q forçará a humanidade a mudar radicalmente, e isso fará com q mtos daqueles q eram zombies espirituais, acordem para o caminho da consciencia.

  7. driadeh
    Fevereiro 26, 2010 às 17:04

    Caro André. Infelizmente não podemos mudar os outros. Penso que qualquer um que tente falar em público de assuntos que não passam na TV ou que não são ensinados na Escola ou na Igreja, na maioria das vezes nunca é aceite e ainda é ridicularizado. A mudança deve começar por nós mesmos.

    Existe concerteza uma luz ao fundo do tunel.😉 As respostas podemos encontrá-las ao estudarmos os povos antigos (Atlantida, Maias, Egipcios, Celtas, Grecia, Cristianismo,etc) Sabendo como floresciam as Idades de Ouro e percebendo as causas da sua queda. Tudo se repete. Tudo o que levou à queda da Atlântida e sua submersão/Diluvio Biblico está acontecer de novo. Se investigar sobre as causas da queda da Atlântida, verificará que aconteceu algo muito parecido com o que está acontecer agora..

  8. André Oliveira
    Fevereiro 27, 2010 às 12:02

    RBzone, a noção de ego ja me era familiar, e encontro sem duvida verdade nas tuas palavras. O egocentrismo inerente a desejar mudanças concretas no meu tempo de vida é mais forte do que eu, mas no fundo sinto tambem a dose de realismo que a razao me obriga a invocar. Arrogo-me a pensar que a parte do ego tem uma função específica, sem a qual nós nunca acreditaríamos realmente em nada…mas enfim, como diria um grande senhor:”Daria tudo o que sei em troca de metade do que nao sei.”🙂

    Driadeth, vejo-me obrigado a discordar do teu primeiro parágrafo: há pessoas que, devida ao seu caracter brilhante, são capazes de provocar tumultos na cabeça dos maiores cépticos, ainda que estes ultimos nao o admitam. A coerencia do seu discurso e a pureza da sua revolta mexe com a mais fechada das mentes, e acredito até que um em especial, estava realmente a abrir mentes que nunca tinham sido abertas, um pouco por todos os sitios por onde passava…refiro-me a Bill Hicks. Nao sei se o trabalho dele te é familiar, se não, talvez gostasses de perder uns minutos a ver umas coisas dele, estou em crer que vale a pena🙂 um outro senhor (que não morreu de cancro aos 33 ou 34, como o anterior) é Michael Ruppert, que lançou há um ano o documentário Collapse, que se destina a chamar a atenção para um livro lançado por ele, que havia sido largamente ignorado. é tambem material muito interessante, muito concreto. ele tem uma frase muito apelativa: “I don’t deal with conspiracy theories, I deal with conspiracy facts.” Suponho que ja conheças o trabalho deste senhor, porque tem sido bastante divulgado, ultimamente. Apenas gostava de saber a tua opiniao sobre o assunto, porque me parece um tema muito ligado á tal queda da Atlantida, que referiste.

  9. driadeh
    Fevereiro 27, 2010 às 18:22

    Não conhecia Bill Hicks nem Michael Ruppert, mas pelo que vi na wikipedia é muito interessante o historial, irei ler sobre eles. Pena é que muitas vezes estas pessoas são assassinadas como foi o caso de Bill Cooper. O livro “Collapse”, pelo que vi fala das várias caracteristicas que levam ao colapso das sociedades. Sobre Atlantida na net não se encontra muita informação fiável. Mas deixo aqui um site que dá algumas noções do que aconteceu http://atlantejr.multiply.com/journal/item/3

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