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SIED deixa Madrid, Cairo e Bruxelas

17-11-2010
Por Manuel Carlos Freire, em DN.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1712624

Serviço de informações externas encerra estações, mas mantém pelo menos Moscovo, Rabat e Pequim.

A austeridade orçamental vai forçar o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) a eliminar pelo menos cinco das chamadas “antenas” no estrangeiro, entre as quais Madrid, Bruxelas e Cairo, soube ontem o DN.

Segundo fontes do sector, a “estação” de Bissau – uma das capitais africanas lusófonas cujo encerramento foi equacionado – vai manter-se aberta.

Seguras parecem estar as “estações” de Moscovo (onde está colocado um peso-pesado do sector das informações, Heitor Romana), Pequim e Rabat, adiantou uma das fontes ouvidas pelo DN, reconhecendo que “vai ser um ano dramático” para os “espiões” portugueses, assim como 2010 “já foi dramático” ao ponto de “impedir o planeamento” da actividade daquele serviço.

No caso do SIED, uma das fontes admitiu que o seu orçamento possa afectar cerca de 90% das verbas à área de pessoal e só os restantes 10% às operações, dado o aumento de efectivos que acompanhou o crescimento desse serviço de informações – mas sem o correspondente acréscimo orçamental.

No caso de Madrid, o seu fecho pode ter sido facilitado pela existência de estruturas bilaterais a nível dos órgãos de segurança interna, para lidar com problemas comuns, como o do terrorismo da ETA.

Globalmente, coincidiram as fontes, pelo menos quatro das 12 “antenas” do SIED vão permanecer em funcionamento e cinco vão encerrar – estando a ser analisada a possibilidade de garantir que as restantes três possam escapar aos cortes orçamentais. Uma das cinco que devem fechar, segundo admitiu uma das fontes mas o DN não conseguiu confirmar, é a do Líbano.

A confirmar-se o encerramento da estação no Líbano, juntamente com a do Cairo (capital de um país importante na difusão da cultura islâmica mais radical), isso representa aparentemente um forte revés para o SIED na área do Médio Oriente – onde Portugal tem uma força militar destacada (de engenharia militar), precisamente a poucos quilómetros da fronteira com Israel.

A continuação desse contingente militar no Líbano tem estado sob fogo da oposição (nomeadamente do PSD e do CDS-PP), que questionam a utilidade dessa missão numa altura de cortes orçamentais.

Tanto o SIED como o Serviço de Informações de Segurança (SIS), na área interna, dependem directamente do primeiro-ministro, através da Presidência do Conselho de Ministros – admitindo-se que seria politicamente difícil, ao líder do Governo, imunizar o sector das informações civis às medidas de contenção orçamental.

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