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Vaticano recusou cooperar em inquérito sobre abusos sexuais

O Vaticano proibiu alguns dos seus oficiais de testemunhar numa comissão irlandesa que investigava abusos sexuais cometidos por padres e mostrou irritação quando foram convocados para depor em Roma, revelam documentos do WikiLeaks, citados pelo jornal britânico The Guardian.

Segundo o relatório, intitulado «Escândalos de abusos sexuais prejudicam relações Irlanda-Vaticano, estremecem Igreja irlandesa e mostram-se um desafio para a Santa Sé», afirma que «várias pessoas do Vaticano ficara ofendidas» e sentiram que Dublin «falhou ao respeitar e proteger a soberania do Vaticano durante as investigações» com a convocação de clérigos para depor.

O documento cita o embaixador irlandês no Vaticano, Noel Fahey, a dizer a diplomatas americanos que a crise dos abusos cometidos por padres irlandeses era a pior com a qual ele já havia lidado. Segundo ele, o governo de Dublin queria ser visto como «cooperante com as investigações», já que seu próprio sistema de educação estava envolvido, mas os políticos sentiam-se intimidados em pedir a colaboração do Vaticano.

Ainda de acordo com o relatório, o governo irlandês, porém, cedeu às pressões do Vaticano e concedeu imunidade aos acusados. Diplomatas irlandeses tentaram convencer o Vaticano de que «ignorar os pedidos da comissão só tornariam as coisas piores», mas só em 2009 a Santa Sé falou sobre os casos.

Apesar da falta de colaboração do Vaticano, a comissão prosseguiu com as investigações e descobriu que vários padres tentaram encobrir os casos de abuso, colocando os interesses da Igreja acima das vítimas. Segundo a comissão, 320 pessoas denunciaram abusos entre 1975 e 2004 só na arquidiocese de Dublin.

EUA consideram hierarquia do Vaticano anti-semita

Os Estados Unidos acreditam que alguns membros da hierarquia do Vaticano têm posturas anti-semitas, de acordo com documentos diplomáticos americanos divulgados pelo WikiLeaks e citados pelo jornal «The New York Times».

O jornal relata que um documento de 2002 indica que, «apesar do avanço real» operado pelo Papa João Paulo II nas relações do Vaticano com o judaísmo, alguns membros da hierarquia da Igreja ainda «manifestam resíduos de sentimentos anti-semitas».

O documento cita «um alto funcionário de origem francesa» que se queixa de que «o forte interesse» do governo dos Estados Unidos «no anti-semitismo na Europa moderna reside na excessiva influência dos judeus nos media e governo».

Enquanto isso, outro funcionário do Vaticano não identificado afirma que as alegações contra a Santa Sé «foram resultado de juízes judeus com muita influência» nos Estados Unidos, indica.

Bento XVI isolado e cardeais tecnofóbicos

Outros telegramas enviados da embaixada dos Estados Unidos no Vaticano ao Departamento de Estado descrevem o papa Bento XVI como isolado em algumas situações, enquanto os seus auxiliares tentam protegê-lo de más notícias. Os documentos também dizem que o maior assessor papal é visto como um homem com pouca credibilidade entre diplomatas.

Um longo telegrama em Fevereiro de 2009, cheio de linguagens diplomáticas, fala sobre fortes críticas às estruturas de comunicação interna e externa do Vaticano, que é responsabilizada por algumas «escorregadelas» públicas do papa Bento XVI.

«A operação de comunicação na Santa Sé sofre com mensagens confusas, em parte como resultado da tecnofobia e ignorância de cardeais sobre as comunicações no século XXI».

Apenas um importante assessor papal tem um Blackberry e poucos têm contas de e-mail. Um telegrama chama os assessores do papa de ítalocêntricos que não se sentem bem com a tecnologia da informação e com a «competição selvagem das comunicações».

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/papa-vaticano-bento-xvi-pedofilia-wikileaks-tvi24/1217220-4073.html

Sempre atento:

Observer!

Categorias:Geral
  1. Fernando Ramos
    Dezembro 12, 2010 às 11:49

    Espero com espectativa as revelações da Wikilinks sobre o Vaticano.

    Vai ser um fartote de revelações, de podridão, preversidades e tudo isso.

    A Igreja é um grupo hipócrita.
    Prega uma coisa e faz outra.

  2. Dezembro 13, 2010 às 3:03

    Já tenho “x”% do ficheiro encriptado. Aquela porcaria bloqueia nos 30 e tal porcento. Tudo o que vi até agora é muito interessante.

    Sempre atento:

    Observer!

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