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Adega com 6100 anos encontrada na Arménia

11-01-2011
Por CIência Hoje.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=46880&op=all

Vestígios mais antigos de produção de vinho encontrados até agora

A unidade de produção de vinho mais antiga até agora conhecida foi descoberta numa gruta da Arménia por uma equipa de arqueólogos da Universidade de Califórnia (Los Angeles, EUA). O sítio tem 6100 anos, mais 1000 anos, aproximadamente, do que a anteriormente conhecida, no Egipto.

A gruta onde foi achada esta “adega” pré-histórica situa-se na província Vayotz Dzor, que faz fronteira com o Irão e a Turquia, o mesmo sítio onde no passado mês de Junho se encontrou o sapato mais antigo conhecido, com 5500 anos. O responsável pelas escavações, Gregory Areshian, afirma que pela primeira vez é possível ter uma imagem arqueológica completa do processo de elaboração do vinho.

Os restos estavam cercados por dezenas de sepulturas, sugerindo que o vinho podia ter um papel cerimonial. Nas escavações encontraram-se sementes de uva, vestígios de uvas prensadas e ramos de videira. Encontrou-se igualmente um recipiente de barro com capacidade para 54 litros, que seria utilizado para a fermentação, bem como uma tigela de um metro por um metro e 15 centímetros de profundidade. Os grãos encontrados são da espécie Vitus vinifera, que ainda hoje é a mais utilizada.

Citado pelo jornal britânico «Daily Mail», Patrick McGovern, director do Laboratório de Arqueologia Biomolecular (Universidade da Pensilvânia), especializado em história das bebidas alcoólicas, mas que não esteve envolvido no estudo, explica que esta produção a grande escala sugere que as uvas na Eurásia já teriam sido domesticadas.

O autor de «Uncorking the Past: The Quest for Wine, Beer and Other Alcoholic Beverages» afirma que vasos semelhantes aos encontrados agora foram já achados nas regiões à volta do mar Mediterrânico. Nos seus livros, o autor sugere que a “cultura do vinho”, que inclui a domesticação da videira, consolidou-se primeiro nas regiões montanhosas na Arménia e só depois chegou ao Sul.

O estudo sobre a descoberta está publicado na edição online do «Journal of Archaeological Science».

Categorias:Geral
  1. Raquel
    Janeiro 12, 2011 às 17:35

    Atenção que a datação por C14 já não é o que era….😉

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