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Implante…

Apeteceu-me hoje ao acordar, falar daquilo que muitos sabemos e deixamos vaguear pelos corredores do nosso subconsciente. Nós (e perdoem-me se estou enganado) somos todos aqueles que poderíamos ser Legião. Mas, pelo contrário somos os inertes, as ovelhas e os comodistas do “deixa andar”. Pertencemos ao mundo dos sheeople e agrada-nos a ideia de ser sodomizados até ao fim dos nossos dias. Sim, agrada-nos tanto quanto nos agrada ver sangue que não existe ao passar-mos por um acidente na auto-estrada, ou ao sabermos que temos uma gripe mas que o vizinho do lado tem SIDA ou cancro. Isto em parte já faz parte da natureza humana, mas este comodismo exacerbado veio ainda ser mais cimentado através das cidades erguidas pela imundice de criar poder.
Veio com o comunismo, com as repúblicas, com o capitalismo, com as democracias, veio das ditaduras, enfim veio de um sem número de factores existênciais criados pelos mais fortes em termos intelectuais mas não espirituais. Vieram devagarinho através da força dos sheeople e devagarinho se tornaram “A força”. As manipulações aparecem com governos sustentados em estatística e reacções em massa. Com a publicidade, com a química, com a retórica e com o fazer tudo às claras (não há melhor forma de o fazer) e obrigar a uma subconsciente aceitação.
Já não falo dos químicos que nos porpocionam uma vida acomodada de inércia, sedentarismo de sofá, calvice-crónica-prematura, auto-masturbação (des)intelectual, obesidade mórbida, etc. Tudo isso foi criado apenas para que o ser humano seja entretido e submisso. Mas submisso como? Aparentemente é o físico que acompanha os cidadãos no seu dia-a-dia. Se afectar-mos o físico o cidadão sente-se derrotado e pensa que não é capaz disto ou daquilo por causa do seu físico. Ora sou gordo e não me consigo mexer, ora tenho asma, ora tenho cancro, etc. Mas o que realmente está a ser afectado é a mente. Essa derrota mental faz com que o corpo se entregue à inércia e entre em depressão. Porque o corpo pode ser trabalhado e a mente pode curar através da força da vontade.
Mas mesmo os saudáveis têm entretenimento (quase) gratuito: Tv, deporto, fast-food, ginásios, o próprio sentir-se saúdavel, etc. E já que me sinto saudável, fumo, bebo, não quero saber dos outros, não quero saber de teorias da conspiração, muito menos de leis e não quero saber dos não-saudaveis que são afectados por isso tudo e muito mais. Já que não se quer saber de nada, a solução é “ensheeoplezar-mo-nos” (bonita a palavra não é?) um pouco mais. O sistema é omnipresente e tem entretenimento para todos!
Quando querem implantar uma ideia na sociedade é tão simples. Fala-se dessa coisa na comunicação como uma coisa polémica. Não é boa nem má, é polémica. Mas o ser polémico para o cidadão comum traz chacota para uns e negatividade para outros. Então o que acontece? Discute-se! Porque o ser humano tem uma enorme vontade de se exprimir, de participar e uma necessidade de ser ouvido como não se vê em outro ser vivo. E já que o comum mortal não pode escolher ir para a tv, cobiça-a  e vai discutir o assunto para a praça pública entre amigos e conhecidos. Após semanas ou meses de discussão, a ideia alastrou-se pela sociedade. Tem pontos negativos defendem uns e tem pontos positivos, defendem outros. Mas o mais importante é que já toda gente conhece o assunto seja ele benéfico ou não. E quando já está quase tudo a esquecer o assunto e distraído com futebol, novelas, tv no geral e afins… aprovam-se as leis que aprovam os assuntos. A alienação é tanta e a ideia já está tão enraízada na sociedade que o assunto já é uma coisa banal no nosso quotidiano.
Se é coisa banal porque é que nos havemos de revoltar contra quem aprovou as leis e “promove o nosso bem estar”? Deixemos que que o assunto seja aprovado e que nos coma através do nosso próprio trabalho, dinheiro e impostos. É genial a ideia de que nos auto-destruírmos como uma facilidade incrivel e… gostamos. É como o saber que o tabaco provoca muitas doenças fatais porém… é legal. Por isso, porque não fumar? Afinal há tanta gente que apanha as mesmas doenças sem fumar (é pena é que “não percebo” nada de estatistica nem quero perceber). Portanto meus amigos, só o facto das wikileaks serem notícia, e os trangénicos, e o desemprego e subsídios, e de haverem milhares de sites como estes, já estamos a implantar ideias na sociedade que sem as querermos, estamos a querer. É o nosso derradeiro passo a caminho do abismo. É o controlo total, do sistema. Que nos sufoca (a alguns) e que nos prende sem que nada possamos fazer. Seremos sempre infelizes numa felicidade ébria criada por nós mesmos. São ou não são os senhores do mundo uns génios?
Agora imaginem um mundo em que a comunicação social falasse apenas de catastrofes naturais, desporto, arte, desenvolvimento cientifico e tecnológico, etc. Que não mexesse com as nossas sensações. Em que estes sites anti-NWO não existissem. Em que não precisássemos de falar destas coisas. Será que a implantação seria tão fácil sem revoluções? É que as mudanças drásticas disto ou daquilo teriam um impacto muito maior. E aliás as revoluções  (não confundir com manifestaçlões) apareceram em períodos de grandes ditaduras em que o povo não se entretinha com quase nada. Era um poder fraco governado atrvés do medo e da força bruta. No panorama actual é um poder generalizado forte, governado através da depressão e alienação e através dos miolos. É ou não é de génio?

Sempre atento:

Observer!

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Categorias:Geral
  1. vishuda
    Janeiro 17, 2011 às 1:34

    Concordo…mas não esquecer que quase(senão todas) as revoluções tiveram dedinho de alguém muito organizado por trás….ou seja, nos momentos de grande crise(provocada?) aparece alguém a apresentar uma solução atravéz duma revolução.

    Abraços

  2. Janeiro 17, 2011 às 2:07

    Concordo plenamente. Mas evolução tem destas coisas. A porcaria toda é que os ultimos que revolucionaram um país, cegaram as pessoas com promessas. E as pessoas deixaram que isso acontecesse por causa da retórica desses mesmos “revolucionários”. Agora as propostas evolutivas têm de partir de todos. Para que todos possamos viver sem dinheiro ou meia duzia de politicos. Porque não mandar-mos todos? Sermos todos um país ao inves de um governo? Com as diferencias de uma democracia directa como têm de se desenvolver face aos mecanismos que temos nos dias de hoje e que não tinhamos na antiga grécia. Com todas as suas diferenças. Só que o sistema está tão bem montado que mesmo que hajam revoluções, o povo vai tentar pôr lá aquilo que já está implantado… outro governo qualquer.

    Sempre atento:

    Observer!

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