Inédito – Pinguins no litoral nordeste do Brasil

Há dois anos atrás 220 Pinguins perdidos foram dar à zona costeira do nordeste brasileiros. Tal como nós, todos os animais que connosco coabitam neste planeta estão desnorteados.  A causa parece ser a inversão dos pólos magnéticos da Terra, parece que esta quer reestabelecer a ordem perdida, e que por este motivo a temperatura do núcleo da Terra aumenta dia após dia, o número de abelhas diminui exponencialmente, caem misteriosamente pássaros mortos dos céus em pontos dispares do planeta e diminuem largamente o número espécies aquáticas.

Em alguns pontos do planeta temos picos de temperaturas máximas no Verão e mínimos históricos no Inverno como é o caso nos EUA que durante este ultimo fim-de-semana, alguns Estados, atingiram -43°C. Sem esquecer a sequência periódica de catástrofes climáticas, só em 2010, tivemos cheias na Madeira e Paquistão, terramoto no Haiti, sismo no Chile e China, erupção vulcânica na Islândia e Indonésia, seca na Nigéria, vagas de incêndios na Rússia, derrame de crude no Golfo do México… e um pouco por todo o Mundo.

E só recentemente é que se começou a sentir em grande força e com periodicidade cada mais curta. O que virá a seguir? Que se passará realmente com o Planeta Terra?

O inverno no Brasil está sendo marcado pela localização de pingüins em maior quantidade e em áreas incomuns do litoral brasileiro para esse tipo de ocorrência.

As aves estão se afastando de suas colônias no extremo sul do continente e já aparecem até no Nordeste brasileiro.

Nas últimas semanas, institutos de proteção a animais registraram grande quantidade de pingüins da espécie magalhães em praias do Rio Grande do Sul à Bahia.

Pingüins-de-magalhães (_Spheniscus magellanicus_) invadem o litoral brasileiro nesta época vindos do extremo sul do continente
Pingüins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) invadem o litoral brasileiro nesta época vindos do extremo sul do continente

Em praias do Espírito Santo, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e a ONG Instituto Orca registraram a presença de pelo menos 220 pingüins desde o último dia 4. Não houve registros no ano passado. Em 2006, foram apenas 30.

“Estamos sob a influência do fenômeno climático La Niña, que resfria as águas, que ficam muito geladas para os pingüins no extremo sul do continente americano”, disse Vinícius Queiroz, analista do Ibama no Espírito Santo.

Normalmente, os animais que se deslocam para águas brasileiras são pingüins jovens. “Eles têm mais dificuldade de orientação, são exploradores e se perdem com mais freqüência. Pegam uma corrente marítima e param aqui”, disse.

O Instituto Orca, que trata pingüins em Vila Velha (região metropolitana de Vitória), já recebeu 150 aves –metade morreu ou já chegou morta.

“Estamos com muitos pingüins, já não temos mais onde colocar”, disse Lupércio Barbosa, diretor do instituto. O tratamento das aves, que chegam com hipotermia e desnutridas, dura três meses. Depois são levadas de volta ao mar.

No Rio de Janeiro, o Zoonit (Fundação Jardim Zoológico de Niterói), instituição que reabilita animais, recebeu 105 pingüins neste ano.

Em São Paulo, o Centro de Triagem de Animais Selvagens do Refúgio Mata Atlântica Lello e da Unimonte (Centro Universitário Monte Serrat) recebeu oito pingüins da Baixada Santista. O Ibama recolheu seis pingüins em Santa Catarina e cerca de 15 no Paraná.

Na Bahia, Estado brasileiro mais ao norte com registro de aparição de pingüins nesta temporada, o Instituto Baleia Jubarte recebeu a informação da presença de quatro aves nas praias da região de Abrolhos.

No Rio Grande do Sul, onde a ocorrência de pingüins é mais freqüente, 500 animais apareceram mortos no litoral em junho. Eles estavam sujos de óleo, que teria vazado de um navio na costa uruguaia. Há 76 pingüins sendo tratados no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos da Furg (Fundação Universidade Federal do Rio Grande).

Fonte: Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u423274.shtml

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