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Resíduos ilegais em Alcanena podem contaminar águas (e ninguém faz nada)

A situação de descargas ilegais de resíduos industriais no Covão do Coelho, em Alcanena, continua por resolver e pode contaminar as águas subterrâneas. O alerta é lançado pela Quercus em comunicado, mais de um ano depois desta associação ter apresentado uma denúncia ao Ministério do Ambiente.

«Os resíduos industriais provenientes da central térmica da EDP-Bioeléctrica que foram descarregados naquele local pela empresa Poderinova ainda não foram removidos, podendo estar a originar poluição de águas subterrâneas na Serra de Aire», pode ler-se no comunicado da Quercus.

A Associação Nacional de Conservação da Natureza lamenta a falta de capacidade do secretário de Estado do Ambiente para resolver a situação. E sublinha que este já está informado da situação, quer através das denúncias da Quercus, quer através das notícias na comunicação social ou dos alertas feitos pela Câmara Municipal de Alcanena.

Os resíduos em causa são escórias da queima de resíduos de biomassa

Ordem da Inspecção-Geral do Ambiente para retirarem resíduos não foi cumprida

Já no início de Novembro, a Inspecção-Geral do Ambiente tinha dado dois meses aos responsáveis dos terrenos e da unidade de gestão de resíduos na Chamusca para removerem os resíduos.

Na altura, em comunicado, o Ministério do Ambiente dizia que, por considerar «grave» a situação ambiental detectada, a IGAOT emitiu os mandatos, ordenando aos responsáveis dos dois locais identificados a «cessação imediata da recepção e deposição de quaisquer resíduos».

Foi dado um prazo de 60 dias para a remoção dos resíduos e garantido que «o não cumprimento das ordens fazia incorrer os destinatários do mandado na prática de um crime de desobediência».

O relatório final elaborado pela Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT) referia que os resíduos já tinham sido retirados, mas tal não se verifica, de acordo com a Quercus.

A associação acrescenta ainda que a falta de impunidade desta situação levou a que no mesmo local fossem também depositados entulhos, provenientes de demolições e construções.

http://www.tvi24.iol.pt/ambiente/quercus-covao-do-coelho-residuos-alcanena-tvi24-ambiente/1229973-4070.html

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