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Homem não sabe «viver» com alguns animais

Preservar a natureza é uma preocupação mais presente na sociedade, depois de várias iniciativas de informação, mas mudar atitudes demora tempo, principalmente quando se trata de proteger animais que afectam directamente os homens, como linces ou lobos, escreve a Lusa.

O Ano Internacional da Biodiversidade, assinalado em 2010, deu um contributo importante para esta evolução, como referiu à agência Lusa a coordenadora do Centro de Biologia Ambiental, uma das entidades que, com o Museu Nacional de História Natural, organizaram o Bioeventos.

Margarida Santos Reis defendeu que «hoje há uma sensibilização maior para estas questões, mesmo do ponto de vista prático. Há uma consciencialização maior das pessoas que lidam com estes animais no terreno. As iniciativas do Ano Internacional da Biodiversidade foram mais um contributo para consolidar uma mudança de atitude que teve a sua génese em anos anteriores».

Uma das acções desenvolvidas pelo programa Bioeventos foi a exposição «Linces, lobos e águias-reais», patente no Museu de História Natural, em Lisboa, até 17 de Abril.

O lince tem sido uma das espécies mais faladas, devido ao programa de reprodução no Centro de Silves, em colaboração com Espanha. O lobo é alvo da atenção dos investigadores do Grupo Lobo que tenta «pacificar» a relação com os homens. A águia-real é a mais difícil de abordar.

Mas, «todas as pessoas ouviram falar e estão interessadas em saber as razões pelas quais estão em vias de extinção, o que pode ser feito, o que tem sido feito», referiu a investigadora.

Aqueles predadores têm uma relação directa com o homem devido ao impacto que podem causar nos recursos, mas existem outras espécies que provavelmente não têm este conflito, embora sejam indirectamente afectadas e também estejam em vias de extinção, lembrou Margarida Santos Reis.

A reacção ao lince é de simpatia, para o lobo «não é tão boa». Este animal, além de estar associado a «uma carga mitológica», assistiu à diminuição das suas presas naturais devido à acção dos homens e actualmente sobrevive com base em presas domésticas.

A águia «é o problema maior», pois «é a espécie relativamente à qual os esforços de conservação têm sido menos direccionados para a divulgação. Por nidificarem num local fixo, são muito mais vulneráveis à acção do homem» e mais difíceis de encontrar na natureza, explicou a cientista.

http://www.tvi24.iol.pt/ambiente/animais-biodiversidade-homens-especies-extincao-tvi24/1232767-4070.html

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