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PSD: Passos Coelho diz que rejeitou PEC 4 “porque medidas não iam suficientemente longe”
29-03-2011
Por Lusa.
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1140849.html
O líder do PSD explica que rejeitou as recentes medidas de austeridade propostas pelo Governo “não por irem longe de mais, mas porque não iam suficientemente longe”, num artigo de opinião no Wall Street Journal.
“A nosso ver, o último pacote de austeridade não iria potenciar o crescimento mas impor sacrifícios inaceitáveis aos membros mais vulneráveis da sociedade. Eram demasiados impostos e uma redução de despesa insuficiente”, refere, num artigo que será publicado na quarta-feira na edição impressa do Wall Street Journal.
No texto, Pedro Passos Coelho reitera o “compromisso firme” com as metas de redução do défice com que o Governo português se comprometeu e responsabiliza o executivo socialista pela crise financeira do país.
“Desde o início da crise financeira temos sido testemunhas da falta de vontade ou inabilidade do Governo para implementar as medidas necessárias para responder verdadeiramente aos problemas de Portugal e levar o país a um caminho de estabilidade”, afirma, dizendo que o país está atualmente dependente do financiamento do Banco Central Europeu e que poderá atingir este ano “um défice superior a 5 por cento, segundo a Comissão Europeia”.
No Wall Street Journal, Passos Coelho recorda o apoio do PSD a vários programas de austeridade do Governo mas lamenta não ter visto benefícios dessa ação do partido.
“Cada vez que apoiámos uma ação conjunta de aumentar a receita e reduzir a despesa, os aumentos de impostos foram rapidamente implementados enquanto a redução de gastos e as reformas orientadas para o crescimento foram sucessivamente adiadas”, disse.
“Esta combinação entre inação do Governo e negação não podia continuar”, acrescenta.
Foi por estas razões, explica, e pela forma como o Governo se comprometeu internacionalmente sem ter o necessário apoio interno, que os sociais-democratas votaram contra as mais recentes medidas de austeridade do executivo que, na sua opinião, não iam suficientemente longe.
“[As medidas] não se dirigiam ao coração do principal desafio económico de Portugal, que é assegurar que o crescimento anda de mãos dadas com a disciplina fiscal”, refere, acrescentando ainda que as últimas medidas apoiadas pelo PSD “não foram implementadas”.
Referindo que o país terá eleições “em maio ou junho”, o líder do PSD sublinha que esse será o momento de “fazer escolhas claras”, nomeadamente no que deve ser o papel do Estado e em que bases deve assentar a competitividade da economia.
“O PSD irá apresentar um programa claro e realista para responder aos problemas de Portugal”, promete Passos Coelho, dizendo que uma “ampla coligação (…) ajudará à confiança dos mercados e ao próprio processo político”.
“Não descansarei enquanto não conseguir esta coligação”, garantiu.
Sempre atento: Observer!
CNN Segment On Libya Titled “The New World Order”
27-03-2011
Em CNN.
Reflutuação do Ex-submarino da Armada, NRP Albacora
Reflutuação do Ex submarino da Armada, NRP Albacora, que desde o passado dia 26 de Janeiro estava assente no fundo.
Islândia: o Governo demitiu-se, o povo não quis mais do mesmo, o país saiu da bancarrota pelo próprio pé!
10-03-2011
Por Ricardo Passarinho.
“Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática e anticapitalista ocorre na Islândia neste preciso momento e ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma “esquerda” liberal de substituição igualmente dispensada de “responsabilidades” porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos “revolucionário”: a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do povo por outra sociedade.
Quando retumba na Europa inteira a cólera dos povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população.”
Em: http://www.cadtm.org/Quand-l-Islande-reinvente-la
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“Desde Sábado, 27 de Novembro, a Islândia dispõe de uma Assembleia constituinte composta por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular.
As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e ex-comunistas) e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-Ministro.”
Em: http://www.parisseveille.info/quand-l-islande-reinvente-la,2643.html
Açores atingidos por radioactividade do Japão
Partículas de gás «Xenon 133», resultantes da central nuclear de Fukushima, no Japão, foram detectadas nos Açores, afirmou o investigador universitário Félix Rodrigues, adiantando que os «vestígios mínimos» encontrados não causam perigo para a saúde.
«Pelo estudo de modelação efectuado à coluna de ar da atmosfera, idêntico ao realizado pela maioria dos países, podemos concluir que a maioria das partículas atinge particularmente os EUA e o Canadá, estando os Açores numa situação razoável», acrescentou este especialista da Universidade dos Açores, citado pela Lusa.
Félix Rodrigues salientou que «a modelação baseou-se nos dados disponibilizados pelos EUA e Europa do Norte», que indicam ter sido o «Xenon 131» o primeiro a chegar, mas sem consequências para a saúde, porque «as quantidades são mínimas e desfazem-se em meia dúzia de dias».
Mais perigosos são o «Césio 137» e o «Estrôncio 90», que se «depositam no solo e cuja radioactividade só se reduz a metade passados trinta anos».
O investigador frisou, no entanto, que «a modelação efectuada a uma altitude de 2.500 metros indica que está a chegar (o Césio 137) em pequenas quantidades e não aponta para que venha a descer para o solo».
Félix Rodrigues adiantou que, «quando se analisam os dados a uma altitude de 5.000 metros percebemos que, neste momento, esses elementos estão a atingir a Península Ibérica e, de uma forma geral, a Europa».
O transporte das matérias radioactivas, de acordo com o investigador, faz-se sobretudo através das correntes de jacto (jet stream) na estratosfera, movendo as massas de ar em altitude de oeste para leste.
Governo nega
O secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, assegurou à Lusa que não há qualquer alteração nos valores de radioactividade no arquipélago dos Açores.
«Não há alterações, nem é expectável que venha a haver, dada a distância a que os Açores se encontram do Japão», frisou Álamo Meneses.
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/acores-japao-radioactividade-fukushima-tvi24/1242713-4071.html
Sempre atento:
Observer!
Asherah, la esposa de Dios, fue editada fuera de la Biblia, según experta
La Diosa Madre, pareja de Yahveh, ha sido excluida dolosamente de la Biblia, ante la construcción de un paradigma de hegemonía masculina, según revela una investigadora; Asherah, es la eterna Astarte, Ishtar, diosa del mar, del cielo y símbolo del árbol de la vida Ler mais…
Tesouro encontrado em Portugal disputado nos EUA
Espanha reclama da empresa de caçadores de tesouros norte-americana, a Odyssey Explorer, uma fortuna avaliada em 500 milhões e euros. Na semana passada, um novo recurso no Tribunal de Atlanta adiou a decisão de entregar o ouro e a prata a Espanha. Os destroços do local de pilhagem na nau “Nuestra Señora de las Mercedes”, conforme foi explicado em tribunal, estão ao largo do Cabo de Santa Maria, Faro. Portugal não vai reclamar o tesouro.
Um tesouro avaliado em 500 milhões de euros resgatado do fundo do mar, em 2007, em plena costa marítima portuguesa, está a ser alvo de uma dura disputa judicial nos Estados Unidos. Na semana passada, mais um recurso da empresa de achados marítimos Odyssey Marine Explorer deu entrada no Supremo Tribunal de Atlanta para invalidar uma decisão do Tribunal de Tampa, Florida, que declarava que a fortuna em moedas de ouro e prata – terá sido encontrada a 21 milhas da costa algarvia na Zona Económica Exclusiva (ZEE), em frente ao cabo de Santa Maria, Faro – devia ser entregue à Coroa Espanhola.
O caso arrasta-se na justiça norte–americana desde Maio de 2008. O achado terá sido em Maio de 2007, quando a empresa Odyssey fretou um avião e voou de Gibraltar para os EUA com 500 mil moedas em ouro e prata, lingotes de cobre e estanho, caixas de ouro… um total de 17 toneladas da nau Nuestra Señora de Las Mercedes.
O arqueólogo subaquático Alexandre Monteiro, da Universidade Nova, tem acompanhado com atenção este caso. Recorda ao DN que o trabalho da Odissey Explorer remonta a 2005, quando a empresa firma um contrato com o Reino Unido para encontrar o navio HMS Sussex naufragado em 1694 perto de Gibraltar. “Fizeram na altura várias incursões em Cádis”, explica o arqueólogo. Contudo, o explorador Greg Stemm, da Odyssey, já estaria na perseguição dos destroços do Nuestra Señora de Las Mercedes. “Havia muita documentação acerca da localização do navio afundado, e era tentador para este tipo de empresas procurá-lo”, diz o arqueólogo.
Também Filipe Castro, arqueólogo subaquático que se encontra na Universidade do Texas, conhece bem a história no navio espanhol.
“A empresa Odyssey recuperou a carga de um navio que tudo indica ser a Nuestra Señora de las Mercedes . Este navio espanhol foi afundado ao largo da costa portuguesa no início do século XIX durante um acto de pirataria da armada inglesa”, explica Filipe Castro. O arqueólogo da universidade texana considera que “Espanha parece ter demonstrado em tribunal que o salvamento desta carga era ilegal e o processo está em vias de ser decidido, a favor da Espanha, que já ganhou dois processos em tribunais americanos contra caçadores de tesouros [os dos navios Juno e Galga]. Creio que a única coisa pendente neste processo é um último apelo, que toda a gente crê que vai ser resolvido contra a Odyssey”, considera Filipe Castro.
Em Dezembro do ano passado, o juiz Steven Merryday decidiu (entretanto a Odyssey meteu recurso da decisão) que “a inevitável verdade é que o Nuestra Señora de las Mercedes é um navio da Marinha espanhola e que os destroços deste navio de guerra, toda a carga e também vestígios humanos que existam são património natural e legal de Espanha”.
Os tribunais norte-americanos por onde esse caso tem passado tiveram contacto com várias localizações do achado. Numa primeira fase, a Odyssey disse que o tesouro estava a bordo do navio Black Swan e que tinha sido resgatado das profundezas ao largo de Gibraltar em águas internacionais. Depois, que o salvamento das peças tinha sido ao largo de Gibraltar, também em águas internacionais. Por seu lado, os advogados da Coroa Espanhola argumentaram que o tesouro tinha sido resgatado em águas territoriais espanholas num zona em Gibraltar onde estão vários navios submersos. “Segundo a lei do Almirantado, se o achado for em águas internacionais poderá pertencer a quem o encontra”, explica o arqueólogo Alexandre Monteiro. Por outro lado, tratando–se de um navio de guerra, há a considerar o Estado de Bandeira da embarcação. “Neste caso pertence a Espanha”, adianta o arqueólogo.
Portugal entra no jogo espanhol com um primeiro e-mail que partiu da Embaixada de Portugal em Madrid, a 21 de Junho de 2007 – um mês após Greg Stemm ter mostrado à imprensa, na Florida, o fabuloso tesouro que posteriormente, em tribunal, disse ter encontrado “algures” no oceano Atlântico nos destroços do navio Black Swan.
No e-mail do gabinete do embaixador Moraes Cabral, a que o DN teve acesso, pede-se ao então secretário de Estado da Defesa para ajudar Espanha nas buscas do Nuestra Señora de Las Mercedes.
Com a classificação de “Urgente e Reservado” e com o explícito pedido para que a mensagem não fosse “oficializada”: “Espanha manifestou desejo de verificar, 26 quilómetros a sul do cabo de Santa Maria (Faro) em ZEE, com um barco da Marinha… se algo foi remexido no local onde estará um galeão espanhol que, segundo aqueles, terá sido “pirateado” por uma empresa privada Odyssey… Espanha propõe fazer a coisa com a presença de oficiais portugueses a bordo”.
Segundo o DN apurou, a Marinha ordenou que dois oficias portugueses subissem a bordo de um navio da armada espanhola para as respectivas buscas ao largo de Faro com um Rove (pequeno submergível comandado a partir da superfície). Com os dados colhidos na operação, designada como de “carácter científico”, a localização oficial do achado passa a ser em águas territoriais portuguesas. Portugal passa então a ser referido nos tribunais da Florida como o local do afundamento do Nuestra Señora de las Mercedes.
Portugal passa então, no plano teórico, como Estado costeiro onde se encontra naufragado o navio espanhol, a ter direito a parte do achado. Fonte diplomática contactada pelo DN descarta a hipótese. “Ficaríamos muito mal no retrato. Daria a ideia de que estamos com um comportamento idêntico aos dos caçadores de tesouros. Não devemos ter essa postura.” Oficialmente para o Ministério dos Negócios Estrangeiros “Portugal assinou a Convenção de Genebra no que se refere a achados arqueológicas. O que for encontrado submerso em Portugal e que seja espanhol será entregue ao seu país de bandeira e vice-versa. É um acordo internacional que assinámos e que respeitamos”.
O tesouro que está a ser disputado judicialmente tem também como reclamante o Peru (local de onde proviria o ouro e a prata). Em relação a este pedido, não se registou nenhuma audiência nos EUA.
Um tesouro muito cobiçado ao longo de anos
Missões A busca pelo tesouro que estava afundado ao largo de Faro não é recente, nem fruto de acasos. “Havia relatos escritos dessa batalha marítima ao largo de Faro”, explica o arqueólogo Alexandre Monteiro.
O Nuestra Señora de Las Mercedes foi ao fundo durante uma batalha que aconteceu em 1804 com os navios ingleses Amphion e Indefatigable. Perderam a vida 250 pessoas.
O arqueólogo Vieira de Castro, num trabalho publicado em 1988 na Revista Portuguesa de Arqueologia, refere que “desde os anos sessenta que o tesouro perdido consta abundantemente na bibliografia dos tesouros perdidos”. “Os comandantes ingleses estimaram a posição da batalha entre oito e dez léguas a sudoeste do cabo de Santa Maria”, diz no estudo.
Segundo o arqueólogo, que se encontra a trabalhar na Universidade do Texas, a caça ao tesouro afundado terá começado em 1982, quando um grupo de investigadores pediu autorização à Capitania do Porto de Faro para prospecção numa determinada área a sudoeste de Faro, muito próximo da costa. Os investigadores acabaram por abandonar o projecto.
Em 1986, segundo a investigação de Vieira de Castro, duas empresas inglesas -“a SubSea Offshore, Ldt e a Divetask Salvage, Lda” – requereram autorizações para resgatar o tesouro. Foram indeferidas. Em 1993, a New Era, Lda, avançou com outro pedido. Também não foi concedido. Em Março de 1997, o relato de um oficial da Marinha portuguesa, membro da Associação Arqueonáutica, informa que um navio da Marinha “havia interceptado um navio norueguês. Estava fora de águas territoriais e procurava a fragata Nossa Señora de Las Mercedes.
Não foi levado a sério pelas autoridades portuguesas. Os relatos de buscas pelo Nossa Señora de Las Mercedes não param até que em 1996 a corveta portuguesa António Enes intercepta ao largo do cabo de Santa Maria o navio oceanográfico norueguês Geograph. Não assumiram que procuravam o tesouro espanhol. Disseram que estavam à procura de um porta-aviões inglês ali naufragado durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma história em que pelo lucro vencem, até ao momento, os americanos da Odyssey Explorer. Sem autorização retiraram no fundo no mar português o tesouro espanhol. A disputa promete continuar a arrastar-se na justiça norte-americana.
Guerra em várias frentes
A guerra entre a Coroa espanhola e a Odyssey Explorer está aberta desde 2007 em várias frentes.
Se Espanha está a ganhar na justiça americana (com os sucessivos recursos da empresa), não ganha em casa. Em Agosto, o capitão do Odyssey Explorer, William Vorus, foi considerado inocente pelo Tribunal de Algeciras. Recusou a entrada no seu navio, no início de 2007, de elementos da Guardia Civil que suspeitavam que no Odyssey Explorer se encontravam objectos arqueológicos alvos de pilhagem.
O tribunal espanhol considerou que a recusa do capitão foi justificada. As autoridades deveriam ter consultado as Baamas, onde o navio está registado. Tal procedimento não foi feito.
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