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Zoos portugueses põem animais e visitantes em perigo
Conclusão é do relatório «Investigação da União Europeia aos Zoos 2011», elaborado pela Fundação Born Free, que passou a pente fino os zoos da UE
Uma investigação da União Europeia mostra que, em Portugal, há jardins zoológicos sem condições para os animais, que põem os visitantes em risco e até um quem nem licença de funcionamento tem.
As conclusões são do relatório «Investigação da União Europeia aos Zoos 2011», elaborado pela Fundação Born Free, citado pelo jornal «i». Esta organização tem passado a pente fino os parques zoológicos dos estados-membros da União Europeia.
«Muitos dos parques zoológicos licenciados em Portugal não cumprem plenamente a lei, enquanto outros funcionam sem licença há muito tempo», denuncia o documento. O Zoo da Maia não tem licença, quando «a lei portuguesa determina que qualquer zoo detetado em inconformidade com os requisitos legais deve ser encerrado», frisa.
Contactado pelo «i», o diretor do Zoo da Maia admite que o espaço funciona sem licença, mas ressalva que estão a ser concluídas «várias obras» para que o jardim «possa cumprir os requisitos legais para depois ser licenciado», obras essas que terminam em Maio, garante.
Segundo o relatório, os zoos portugueses «não parecem dar um contributo significativo para a conservação das espécies». No que se refere à segurança, no Zoo da Maia e no Europaradise não havia barreiras exteriores para impedir a fuga de animais. No Zoo de Lisboa foram mesmo observadas ratazanas à solta. A investigação mostra ainda que há animais, em alguns casos selvagens, a «vaguear» pelos zoos e que quase todos os espaços encorajam os visitantes a tocar nos animais. «O que pode pôr em risco a saúde e o bem-estar do público».
Dos 300 espaços visitados destinados aos animais, 81% não cumpriam «os padrões mínimos exigíveis», diz o estudo. No Zoo da Maia, os leões apresentavam excesso de peso por não terem espaço para andar. Em vários parques, os animais não tinham material de cama ou sombras para se abrigarem do calor. Foram ainda detetados animais mutilados ¿ como aves com asas partidas para que não pudessem voar.
O Ministério da Agricultura, que tutela a DGV, garantiu ao «i» que «todos os alojamentos de animais estão protegidos» acrescentando não ter conhecimento de nenhuma avaliação de zoos na União Europeia.
Já o Instituto da Conservação da Natureza (ICNB) diz que soube do relatório e que o comentou, «apontando erros e omissões, incluindo a metodologia do trabalho, bem como informações subjetivas e/ou erróneas». O ICNB garante ainda que o documento foi feito «com base em visitas já com alguns anos».
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A censura já aqui… o dono do megaup load foi detido e o site retirado da net
Dono do Megaupload trancou-se em ‘cofre’ e portava espingarda durante prisão, diz polícia
Além de decretar a prisão preventiva do fundador do Megaupload, serviço de compartilhamento de arquivos, a Justiça da Nova Zelândia congelou nesta sexta (20) o equivalente a R$ 15,6 milhões em bens do acusado no país. Kim Schmitz, 37, também conhecido como Dotcom, foi preso pela polícia em sua casa na cidade de Auckland e, segundo as autoridades, estava trancado em uma sala cofre e com uma espingarda de cano cortado.
De acordo com o detetive da polícia de Auckland, Grant Wormald, o fundador do Megaupload, acusado pelos Estados Unidos de promover pirataria em seu site, tentou se esconder em uma sala fortificada (bunker) quando notou a chegada das autoridades. “Ele ativou uma série de mecanismos eletrônicos para fechar portas. Quando a polícia neutralizou as fechaduras, ele se trancou dentro da sala cofre”, disse Wormald.
Quando conseguiram abrir a sala, as autoridades encontraram Dotcom com uma espingarda de cano cortado. “Definitivamente não foi tão simples quanto bater na porta da frente e entrar”, comentou o policial. Os policiais confiscaram ainda vários veículos de Dotcom, entre eles um Cadillac rosa de 1959 e um Rolls Royce Phantom.
As autoridades dos EUA tiraram o Megaupload do ar nesta quinta-feira (19) por considerar que o site faz parte de “uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial” que causou mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias.
Segundo o FBI, sete pessoas são acusadas de operarem o Megaupload e sites relacionados, sendo que quatro delas foram presas. O detalhamento da ação inclui na acusação lavagem de dinheiro e infrações graves de direitos autorais. A pena máxima pelos crimes é de 20 anos. Elas pedem ainda a extradição dos acusados para julgamento no país.
Prisão preventiva
O juiz David McNaughton, do tribunal do distrito de North Shore, na cidade de Auckland, ditou que Schmitz e os outros três diretores da empresa que também foram detidos permanecerão presos até que se produza a decisão sobre seu pedido de liberdade mediante pagamento de fiança, informou a agência neozelandesa “APNZ”.
Junto ao fundador do Megaupload, também conhecido como Kim Dotcom, foram postos em prisão preventiva os diretores da mesma nacionalidade Finn Batato e Mathias Ortmann, assim como o holandês Bram van der Kolk. Todos eles foram detidos em operações policiais realizadas em Auckland em resposta a uma requisição feita pelas autoridades americanas, que solicitaram a extradição dos três alemães e do holandês.
A Polícia neozelandesa informou que confiscou dos detidos e da empresa bens avaliados em US$ 4,8 milhões, além de US$ 8 milhões depositados em contas abertas em diversos bancos da Nova Zelândia.
No entanto, as autoridades da Nova Zelândia não devem apresentar acusações formais contra o Megaupload, apesar de considerar que a empresa também infringiu as leis sobre propriedade intelectual deste país.
Além das quatro detenções na Nova Zelândia, foram realizadas operações nos Estados Unidos e em outros nove países, entre eles Holanda e Canadá.
Ataque hacker em represália
Apesar de a decisão, em tese, afetar apenas usuários americanos do Megaupload, a página de compartilhamento também estava indisponível quando acessada do Brasil na noite desta quinta. O bloqueio foi realizado um dia depois de diversos sites norte-americanos protestarem contra dois projetos de lei antipirataria.
Poucas horas após o anúncio da ação contra o Megaupload, hackers do grupo Anonymous divulgaram pelo Twitter um ataque aos sites da Universal Music, uma das companhias que acusam o Megaupload de pirataria, ao site do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e ao site do FBI. Os três sites ficaram inacessíveis após a divulgação da retaliação. Em comunicado, o grupo Anonymous afirmou: “A ação contra o Megaupload mostrou que não é necessária uma lei como a Sopa ou sua irmã, a Pipa, para tirar um site do ar.” (veja como hackers derrubaram os sites)
Em entrevista ao “New York Times”, Ira P. Rothken, advogado do Megaupload, afirmou que ainda não viu o processo. Ainda assim afirmou: “Obviamente temos preocupações sobre a legalidade desse procedimento. A ação foi tomada sem a realização de uma audiência”. Ao site “Cnet”, Rothken (conhecido por defender sites acusados de pirataria) afirmou que seus clientes formarão um grupo de advogados criminais, além de advogados especializados em direitos autorais e tecnologia para defendê-los.
De acordo ainda com o jornal americano, alguns minutos antes de o site sair do ar, o Megaupload publicou um comunicado informando que não há só conteúdo que viola direitos autorais no serviço. “O fato é que a maioria do tráfego gerado pelo Megaupload é legítimo e nós estamos aqui para ficar. Se a indústria de entretenimento quiser tirar vantagem de nossa popularidade, nós estamos dispostos a iniciar um diálogo. Nós temo algumas boas idéias. Por favor, vamos manter contato.”
‘Indústria do crime’
A “indústria do crime”, como cita o órgão americano, é chefiada por Kim Dotcom, fundador do Megaupload, que mantém residência na Nova Zelândia e em Hong Kong, sede do site de compartilhamento.
“Por mais de cinco anos, o site operou de forma ilegal reproduzindo e distribuindo cópias de trabalhos protegidos por direitos autorais, incluindo filmes – disponíveis no site antes do lançamento –, músicas, programas de TV, livros eletrônicos e softwares da área de negócios e entretenimento”, diz o órgão.
O site Megaupload tem mais de 150 milhões usuários registrados, 50 milhões de visitantes diários e soma 4% de todo tráfego da internet mundial.
De acordo com o FBI, o modelo de negócios do site de compartilhamento de arquivos promovia o upload de cópias ilegais. Tanto é que o usuário era recompensado pelo site quando incluía arquivos que eram baixados muitas vezes. Além disso, o Megaupload pagava usuários para criação de sites com links que levavam para o serviço.
Conforme alegado no processo, os administradores do site não colaboraram na remoção de contas que infringiam direitos autorais, quando solicitados pelas autoridades. Para citar o “descaso” da empresa, o FBI comenta que quando solicitado, o site ia lá e removia apenas uma cópia, deixando disponível outras milhares de cópias do arquivo pirateado.
Vídeo controverso de apoio
Em dezembro, em função de um processo da gravadora Universal contra o Megaupload, o site lançou um vídeo em que vários artistas americanos – também vítimas de cópias ilegais distribuídas no serviço – apoiam o que a página faz. Em um dos trechos, Will.i.am, do grupo Black Eyed Peas, diz: “Quando eu quero enviar alguns arquivos pelo mundo, eu uso o Megaupload.”
Artistas como o ator Jamie Foxx, a jogadora de tênis Serena Willians e o rapper americano Kanye West aparecem no vídeo apoiando o site dizendo que “gostam do Megaupload”.
Alguns dias após o lançamento do vídeo, o cantor Will.i.am informou que ele não havia autorizado o uso da sua imagem na campanha. O vídeo chegou a ser removido do YouTube, mas há várias cópias dele disponíveis no site.
Projeto de lei antipirataria
O site foi fechado um dia depois que diversas páginas nos Estados Unidos protestaram contra dois projetos de lei parecidos, chamados Pipa (do inglês, lei para proteger a propriedade intelectual) e Sopa (do inglês, lei para impedir a pirataria online). A Wikipedia ficou fora do ar por 24 horas na quarta (18), enquanto diversos outros endereços exibiram imagens de protesto contra as duas propostas.
Embora tenham recebido o apoio da indústria cinematográfica de Hollywood e da indústria musical, o projeto Sopa enfrenta a oposição de associações que defendem a livre expressão, com o argumento de que essa lei permitirá ao governo americano fechar sites, inclusive no exterior, sem necessidade de levar a questão à Justiça.
Debatido no Congresso, o Sopa permitiria ao Departamento de Justiça dos EUA investigar e desconectar qualquer pessoa ou empresa que possa ser acusada de publicar material com direitos de propriedade intelectual dentro e fora do país – caso do Megaupload.
Se os estão a perseguir ilegalmente a eles… “a seguir perserguir-nos-ão a´todos nós” Observer.
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Vegan black metal chef
Vejam como cozinha um verdadeiro black metaleiro “satânico”. Muito cómico e sério ao mesmo tempo. E … delicioso!
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Sócrates: «Pagar a dívida é ideia de criança» com video no link abaixo
Ex-primeiro-ministro fala pela primeira vez depois de ter deixado o Governo
José Sócrates afirma que para países como Portugal e Espanha pagar a dívida é uma ideia de criança.
O ex-primeiro ministro, que actualmente estuda Ciência Política em Paris, também considera que as dívidas dos estados são eternas por definição. Foi a primeira vez que falou em público depois de ter deixado o Governo:
«A minha visão é que para países como Portugal e Espanha a ideia de que agora é preciso pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos países, pelo menos foi o que eu estudei em economia, são por definição eternas. As dívidas gerem-se, foi assim que eu estudei. É claro que não podemos deixar crescer muito, porque isso pesa sobre os encargos. Todavia, para um país como Portugal é absolutamente essencial, para a sua modernização e para o seu desenvolvimento, ter financiamento, quer para a modernização das suas infraestruturas, quer para a modernização das suas políticas, quer para o crescimento da sua economia. É assim que eu vejo as coisas».
Declarações realizadas durante uma hora e meia em Poitiers, a 3 de Novembro, numa conferência sobre a evolução de Portugal e onde Sócrates também foi questionado sobre o estado da Europa.
Esta resposta surgiu quando um dos alunos presentes na sala lhe perguntava sobre a culpa da esquerda na actual crise. Sócrates lembrou que «o ódio ao estado social tem décadas» e que a direita está a aproveitar para atacar esta realidade europeia.
«Simples homem de acção»
Mas o ex-primeiro-ministro falou de muito mais coisas. Explicando em francês que preferia fazer a análise completa em português, para não ser mal interpretado, pediu aos colegas para não acreditarem em «tudo o que se diz de Portugal». Elogiou o progresso na educação, na ciência, nas energias renováveis e até no casamento gay, mas admitiu que o seu papel agora é diferente: «Neste momento sou um pobre homem de acção e é um prazer poder ler os textos clássicos».
Quanto à crise do euro, confessa que estamos a atravessar «tempos horríveis em Portugal e na Europa», mas acredita que «a Europa não vai ficar na mesma». «Eu darei tudo para que ande para a frente», frisou, aproveitando para lembrar que o Tratado actual chama-se de Lisboa e isso dá-lhe um prazer pessoal: «O que fizemos foi obra de tanta gente que ao ver a situação actual parte-me o coração».
A crise é uma evidência e «não há nada pior para um político do que uma crise». De qualquer forma, atravessa-se «um dos piores momentos da história económica, só comparável a 29». Um período que começou nos Estados Unidos em 2008 e que ainda não terminou. «Recordo-me que me ligaram no Verão de 2007 a dizer o que era o subprime», recorda.
«O português mais cabo-verdiano»
Recebido com simpatia em Poitiers, José Sócrates não se cansou de agradecer as perguntas dos seus colegas, muitos deles brasileiros, mas também portugueses e até cabo-verdianos. Aliás, este último aproveitou para dizer que o ex-primeiro-ministro português ajudou muito o seu país. Sócrates agradeceu e foi mais longe:
«Tal como Vinicius disse que se sentia o branco mais negro do Brasil, sinto-me um dos políticos portugueses mais cabo-verdianos em Portugal» [ndr: referência ao poema de Vinicius de Moraes em que escreve: «O branco mais preto do Brasil da linha direta de Xangô, sarava!»]
Sócrates está nas nuvens. Gosta de falar com os colegas e admite ter «paixão de ser leccionado». «Vim para conviver com a filosofia francesa e com os colegas», desabafou, satisfeito por ter tempo para estudar.
Mesmo no final, uma derradeira questão sobre o que mudaria na sua passagem pelo Governo. O tempo já era escasso, mas Sócrates teve mais uma tirada filosófica: «Vou citar-vos Nietzsche: Arrependermo-nos é errar duas vezes. Considero que o mais importante para alguém como eu, que terminou um mandato, e não perder tempo a olhar para trás. Não quero perder um minuto da minha felicidade no futuro pensando no que poderia fazer diferente no passado».
Video em: http://www.tvi24.iol.pt/aa—videos—politica/socrates-divida-tvi24/1306075-5796.html
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NASA confirma existência de planeta semelhante à Terra
A NASA confirmou, esta segunda-feira, a descoberta de um planeta semelhante à Terra na zona habitável de um sistema solar a 600 anos-luz de distância, em redor de uma estrela idêntica ao Sol.
Ainda não se sabe se o planeta chamado Kepler 22-b é feito de rocha, gás ou líquido, mas sabe-se que tem uma temperatura à superfície que ronda os 22 graus Celsius.
O planeta foi detectado pela primeira vez em 2009, mas só agora os cientistas da missão Kepler da NASA puderam confirmar a descoberta. O Kepler 22-b é 2,4 vezes maior do que a Terra e é, até agora, o mais parecido com o Planeta Azul.
«Agora temos uma boa confirmação sobre o Kepler 22-b», anunciou Bill Borucki aos jornalistas. «Estamos certos de que fica na zona habitável e que tem a superfície necessária para ter uma boa temperatura», adiantou o cientista do centro de investigação da NASA em Ames, na Califórnia.
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«Merkel só faz asneiras»
Soares diz que «os nossos políticos actuais, que só vêem ideologia e o interesse, não vão longe porque não têm o apoio do povo»
O antigo Presidente da República, Mário Soares, não poupa críticas à actuação da Chanceler alemã, Angela Merkel. «Os nossos políticos actuais, que não são capazes de ver a realidade e só vêem ideologia e o interesse, não vão longe, nem podem ir porque não têm o apoio do povo, estão a perder dia a dia o apoio do povo. Quem é que pode dizer à Sra. Merkel que está ao lado dela, quando ela só faz asneiras, ou ao Presidente Sarkozy. É impossível», disse Mário Soares, no Porto, citado pela Rádio Renascença.
Soares criticou ainda a forma como se estão a comportam os mercados financeiros e o aumento da sua influência sobre a política. «Assistimos à nomeação de dois primeiros-ministros sem que fossem eleitos, sem que se consultasse o povo e só porque os mercados entenderam que deviam ser eles», argumenta Mário Soares, numa referência ao que se passou, recentemente, na Grécia e em Itália.
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Desvendada profecia maia sobre fim do mundo em 2012
«Os maias nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012»
Vários cientistas de todo o mundo reuniram-se em Palenque, no Estado de Chiapas, no sul do México, local arqueológico maia, para discutir a profecia daquela antiga civilização, que previa o fim do mundo em 2012.
Segundo os especialistas, a teoria teve origem no monumento número seis do local arqueológico de Tortuguero e num ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos localizados em Tabasco, no sudoeste do país.
O monumento número seis, noticia a «BBC», faz alusão a um evento místico que ocorrerá a 21 de Dezembro de 2012, durante o solstício de Inverno, quando «Bahlam Ajaw», um antigo governante daquele lugar, se encontra com «Bolon Yokte», um deus na mitologia maia.
Todas as mensagens maias gravadas em «estelas» (monumentos líticos feitos num único bloco de pedra) foram interpretadas, até agora, como uma profecia sobre o fim do mundo.
No entanto, de acordo com o Instituto Nacional de Antropologia e História («Inah»), na data anunciada, os maias esperavam simplesmente o regresso de «Bolon Yokte¿».
«(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012», afirmou o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autónoma do México, acrescentando que «essa visão apocalíptica» é algo que caracteriza os ocidentais. «Não é uma filosofia dos maias.»
Durante o encontro, o investigador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e a sua colega Bárbara Macleod, fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.
Assim sendo, os hieróglifos inscritos na «estela» referem-se à culminação dos 13 «baktunes», os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.
«A medição do tempo dos maias era muito completa», explicou Gronemeyer. «Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projectadas para centenas, milhares de anos no futuro».
Já para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro «2012, Las Profecias del Fin del Mundo», o sucesso da teoria dos maias junto à cultura ocidental deve-se a uma «onda milenarista», que «antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos».
Para Castellanos, as profecias sobre o fim do mundo em 2012 não têm apenas uma «vertente catastrófica», mas também uma linha que «antevê o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa».
A explicação científica e histórica desta teoria vai também de encontro com a crença popular no México.
A população mais crente tem procurado adquirir conhecimentos necessários de como sobreviver com o seu próprio cultivo de alimentos em caso de catástrofe mundial.
A verdade é que o «fim do mundo» é motivo de negócio. O Governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudoeste do país, onde estão os monumentos arqueológicos maias.~
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