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Ataque dos média contra a Jerónimo Martins, ataque do Pingo Doce aos seus trabalhadores e à dignidade dos Portugueses no dia 1 de Maio e a pouca credibilidade da ASAE e das suas conclusões de dumping efectuado pelo Pingo Doce e confluências coincidentes

4-5-2012
Por João Lino Santos

Em mais um episódio da grotesca e rocambolesca novela que se tornou este outrora grande país que é Portugal (bloco experimental económico, político e social dos “senhores do grande capital internacional” por motivos que não interessa neste artigo explicar). Acresce salientar a estupidez saloia dos sindicatos e partidos entre outros que foram fazer queixa-crime do Pingo Doce, por dumping. Quero crer que se tratará só de ignorância, pois nem todos saberão as margens de lucro dos hipermercados. Em tempos um ex-director da Sonae confidenciava-me que o Continente na altura tinha por norma um lucro de 100% em todos os produtos alimentares e um lucro de 250% a 300% nos produtos não alimentares, parto do principio que Auchan e Pingo Doce, tenham margens equivalentes, pois há concertação de preços, uns têm X produto mais caro e outros outro, para fazer o contra-balanço e o cidadão efectivamente não conseguir perceber qual das três é a cadeia mais barata.

As últimas noticias de que a ASAE concluiu ter havido dumping por parte do Pingo Doce, não me merecem credibilidade, uma vez que a entidade em questão também não a tem, ora elenquemos:

– A ASAE criada em 2006 é ilegal e anticonstitucional, como atestado por vários constitucionalistas, subsequentemente todas as coimas e processos por si instaurados também o são, a tal se deve o facto de alguns infractores já terem ganho por isso a sua impugnação em Tribunal;

– A ASAE na sua sede do Porto desrespeitava depois da sua criação quase 200 normas da própria ASAE;

– O seu inspector-geral “Senhor ASAE, pseudo inspector dos bons costumes” António Nunes, apesar de ter feito uma interessante tese de mestrado em Direito e Defesa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, com o título “Terrorismo, Novos Terrorismos e Segurança Interna em Portugal”. É um personagem que veio directo da DGV que foi extinta em 1 de Maio de 2007, devido ao Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), esta reestruturação terá visado agilizar a administração pública, mas extinguiu-se uma entidade a DGV, mas criaram-se duas novas para fazer o trabalho que esta efectuava a ANSR e o IMTT, tenham dó! Foi o multiplicar dos tachos e o expirar de muitos processos e de investigações sobre a própria DGV, pois esta diz-se nos meios de investigação criminal e de inteligência que atingira o auge da trafulhice na sua área. Ainda me lembro quando conseguia arranjar livretes de automóveis já preenchidos e carimbados pela DGV (que eram usados no mercado negro para carros importados não pagarem IA ou para carros roubados com os números de quadro e motor batidos a laser, em Carnaxide, Loures ou Barreiro, dos locais que eu conhecia e em outros que desconheço que prestavam e/ou prestam tal serviço, ficarem devidamente legalizados), a 50 contos em 1999 e posteriormente nos anos seguintes a 250€, tendo depois aumentado o seu preço para 500€ antes da extinção da DGV, sendo que o parte mais cara de todo o processo era bater o número do motor a laser quando os carro eram roubados, ora os valores que menciono acima aumentavam obviamente no mercado negro consoante o número de intermediários e respectivas comissões até ao cliente final, o meu principal contacto fonecedor dos respectivos documentos era um adido diplomático de um país africano francófono, só para terem noção da teia de contactos que se movimentava na extinta DGV.

Ora não estou com isto a acusar o Senhor em questão de corrupção, mas que havia muita corrupção debaixo da sua alçada havia. O mais grave é, como dar credibilidade a um inspector-geral da pseudopolicia criminosa e ilegal dos bons costumes (que defende os interesses dos grandes grupos económicos e massacra pequenos estabelecimentos e reformadas que fazem empadas, rissóis e afins como complemento às suas parcas e míseras reformas, que destruiu a produção de iguarias autoctones como enchidos, queijos e entre outras nacionais, para obrigar a que todos esses produtos sejam vendidos só por produtores certificados e pré-embalados, enquanto nos hipermercados continuam a vender esses produtos feitos na hora. Há estudos que dizem que se em França houvesse uma entidade como a ASAE é cá, a restauração de luxo francesa acabava). Quando este personagem no dia da entrada em vigor da lei do tabaco é apanhado a fumar no Casino de Lisboa e desvaloriza a situação e se tenta justificar com balelas e inverdades, em vez de se retratar assumindo o erro, pedindo desculpas publicamente ao país e demitindo-se como a sua má conduta impunha, quem não dá o exemplo que se cale, enfim, mais um impune nesta sórdida e corrupta república dos bananais;

– O facto de já ter acompanhado conhecidos ciganos na labuta do dia a dia e tendo assistido in loco em 2009 em plena campanha eleitoral na Praça de Londres em Lisboa, agentes da ASAE e da PSP em vez de efectuarem autos de apreensão de produtos contrafeitos que nem eram (eram originais de proveniências umas legais outras nem por isso) e passarem as respectivas multas, ameaçaram os ciganos em causa e simplesmente roubaram os produtos aos ciganos, para si ou para os venderem à posteriori. Obviamente não digo que todos os agentes da ilegal ASAE e da PSP sejam criminosos, cois que não o são, mas que há muitos que o são e que abusam da autoridade em várias vertentes, por sentimentos egocêntricos e narcisicos de auto-masturbação do ego, delirando e prazerando-se com a aplicação indevida do poder de microautoridade que julgam deter, em muitos casos espancando, humilhando e roubando cidadãos honestos ou não. Para mim tal não é admissível, um líder que não puna e suspendas tais elementos e que quando há queixas do cidadão, estas são pelas chefias desvalorizadas e não há as necessárias averiguações internas e adjacentes processos disciplinares, morrendo a culpa solteira na maioria dos casos, isto é grave e uma subversão do estado de direito e da segurança do cidadão, pois eu como cidadão sabendo o que sei e por já ter colaborado com entidades da autoridade e de inteligência, bem como ter lidado com vários criminosos, afirmo que tenho hoje em dia mais medo, generalizando e não gosto de generalizações, das forças de segurança que dos criminosos não interessando aqui elencar os motivos, pois são demasiados, fica para um artigo futuro).

– Não tem a ASAE meios humanos para em tão pouco tempo ter analisado todos os preços de compra (PC) e os preços de venda ao público (PVP) de todos os produtos do Pingo Doce, nem de verificar cliente a cliente as facturas para ver o seu total, e aí sim verificar se houve produtos em dumping, porque os descontos não foram nos produtos em si individualmente, mas na conta final de quem tenha comprado produtos em um valor final de mais de 100€, e isso são a meu ver coisas bem diferentes que podem transformar um hipotético dumping em algo que não o é. Logo tudo isto é uma palhaçada e as análises, comentários e noticias que tenho ouvido por todo o lado são trágicocómicas, risíveis e pseudosimplistas, dignas da estupidificação, desaculturação e seguidismo do politicamente correctom fazendo frete ao sistema draconiano implementado transversalmente e transdisciplinarmente em toda a sociedade portuguesa da classe socioeconómica mais baixa à mais alta, pois as pontas da escala social tocam-se muito mais do que o comum dos cidadãos pensa.

O Soares dos Santos tem uma coisa a seu favor, que muitos dos líderes dos grandes grupos nacionais, não têm, faz mais trabalho social e de filantropia, do que apregoa, enquanto os outros apregoam mais do que aquilo que fazem e interessam-se mais pelos incentivos fiscais da caridade e pela lavagem da sua imagem perante os média, pois muitos têm telhados de vidro grotescos (que vão desde a pedófilia com abuso sexual de menores, ao tráfico de droga, pessoas, armas, animais, a fetiches ilegais e imorais). No que toca a criar empregos, sem dúvida que cria e muitos, mas a contenção este ano já chegou ao Pingo Doce, pois a trabalhadores que iriam ficar efectivos, foi-lhes imposta a assinatura de um novo contrato para não irem para a rua, bem como muitos dos funcionários do Pingo Doce já serem provenientes de outsourcing, visando contenção salarial e um vincúlo laboral ainda mais precário, sendo que os outsourcers têm sempre um salário inferior e menos regalias que os trabalhadores internos. Ter vindo hoje dizer que não sabia das promoções é que tenho as minhas dúvidas, quando a situação era passível de trazer investigações das autoridades e coimas daí decorrentes, mas enfim.

Aquando do aparente escândalo fabricado pelos média, da deslocalização da Holding do Grupo Jrónimo Martins para a Holanda, ainda pensei que fosse uma false flag, pois 19 grandes grupos cotados em bolsa, alguns dos quais estatais já lá estavam e ninguém refilou, mas false flag ou não. Este grupo empresarial e o seu frontman, com a atitude de ontém, só vieram demonstrar ser mais um dentro da panela sistémica e não serem em  nada diferentes da restante escumalha. De qualquer forma pergunto-me se este ataque mediático ao Pingo Doce, terá a ver com o seu crescimento de quota de mercado face ao Continente do Sr. Belmiro (usurpador, ao que se diz nos meios mais sapientes e em porcessos crime já retirados ou arquivados, da Sonae de Pinto Magalhães) e ao Auchan, fica a questão?

Se o que aconteceu a 1 de Maio nos supermercados Pingo Doce, foi o que se viu, pergunto-me o que acontecerá, quando a situação económica, social e susequente xenofobia se agravarem no futuro próximo e da classe média alta para baixo as pessoas começarem a passar fome? Portugal como os politicos elogiam tem um povo amorfo e pacato mesmo com estes ataques de austeridade que lhe têm em um crescente gradativo sido infligidos. Agora esquecem-se os senhores dos interesses instalados, que Portugal nunca foi um povo calmo quando a mostarda lhe chegou ao nariz, é só rever a nossa história, o povo está adormecido mas quando acordar, podem ter a certeza que vai ser o mais agressivo em todas as sublevações que começam e vão aumentar por toda a Europa, onde provavelmente a Espanha vai ser o rastilho a sério, que a Grécia não foi, por não ter tido uma guerra civil brutal, nem ter nações separatistas que foram barabaramente anexadas como o País Basco, a Galiza e a Catalunha, mas sim ter sido ocupado por Turcos e Nazis. Portugal provavelmente vai ser o último sublevado europeu, mas vai ser o mais brutal. Um recente estudo da OCDE afirma que se não fosse pela corrupção Portugal teria o nível de vida dos países nórdicos, outro estudo similar com não muitos anos, diz que Portugal com as más gestões economico, politicas e sociais desde o 25 de Abril de 1974, já não deveria pela lógica das coisas existir enquanto país, pois fez tudo mal, agravado por uma das taxas de corrupção reai mais elevada do primeiro mundo, chegando na altura a estar à frente da Itália, berço da máfia (um casal meu amigo da Sicilia na casa dos 40 de classe socioeconómica burguesa, em um cruzeiro pelo Mediterrâneo há uns anos confidenciava-me, sabes que não sou mafioso, mas os meus tios óbviamente que são, mas olha que nós em Itália temos a fama, mas vocês de maneira não explicita têm muito mais proveito, no que à corrupção toca, acrescendo que passam noticias nos média Italianos e outros sobre Portugal, que cá nem vê-las ou lê-la, coisas, coisas de nada) e que para tal não havia explicação lógica, que a haver só se for sobrenatural. Creio que isto diz tudo, em um país que pós revolução de 25 de Abril, que foi um golpe de estado palaciano dos “senhores do grande capital” internacional, viveu os últimos 38 anos às custas dos dinheiro e ouro amealhado por (goste-se ou não) Salazar e das reformas dos privados em 1974 nacionalizadas, acrescendo que estes governos ao delapidarem todas as reservas de ouro em três décadas, que eram a quarta mundial, fizeram com que o país agora pague a factura, quando já não tem garantias para dar.

Como há quem defenda o Pingo Doce, este é igual aos outros, a situação de ontém, foi uma faca de dois gumes, pois foi bom para o cidadão que abasteceu a dispensa por metade do preço, mas ao mesmo tempo foi humilhado na sua dignidade, pois sujeitou-se a filas de horas, basicamente. O Pingo Doce deu também um tiro nos pés, pois as pessoas que pensarem um pouco percebem as margens de lucros criminosas que os hipermercados têm às custas do cidadão normal. Agora não me digam que são os mais pobres que podem gastar 50, a 700€ em compras como os média cobriram in loco, porque esses não têm esse dinheiro.

Sem dúvida que foi uma campanha brutal de Marketing e PNL, bem como uma vingança contra os trabalhadores que em vez de terem feriado, trabalharam talvez 10 vezes ou mais do que o normal e muitos sairam de lá com os olhos esbugalhados, e sei que muitos foram coagidos a ir trabalhar no dia seguinte uma hora mais cedo para repor stocks nas prateleiras.

Não deixando de haver um ataque sistémico contra o Grupo Jerónimo Martins, o mesmo não deixa de ser do sistema, zangam-se as comadres e sabem-se as verdades e revelam-se os lobos em pele de cordeiro.

Não concebo também os preços de quase todos os bens neste país, pois não sendo o que tem os impostos mais altos em toda a Europa, se fizermos uma proporção de salários minimos e médios auferidos pela média da população, somos sem dúvida os que pagamos mais impostos na Europa toda, impostos esses que são desbaratados na corrupção dos politicos independentemente da sua cor partidária.

O problema é que tanto os que criticam contra e os que criticam a favor, fazem análises pseudosimplistas da situação e não conseguem analisar a situação de forma imparcial e ver os prós e contras da situação sem tomar lados.

Vamos lá ver se de Investigador em Psicossociopatologia e Analista de Falhas e Perfis, passo a Profeta!

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  1. Mizé Amado
    Maio 13, 2012 às 8:26

    Lamento é que os portugueses detentores do dinheiro, não sigam o exemplo desse empresário, criando postos de trabalho!!! Ainda não ouvi um único trabalhador ou fornecedor do Pingo Doce queixar-se da Empresa…

    Quem faz tais acusações, só pode ser envejoso!! Sigam-lhe o exemplo!!! Trabalhem!!! Produzam!!! Omessa!!!

  2. hugo
    Julho 20, 2012 às 2:41

    Parabéns excelente mesmo…So quem nunca foi alvo do fundamentalismo terrorista da ASAE é que pode discordar deste artigo…keep the good job!

  1. Maio 4, 2012 às 15:53
  2. Maio 4, 2012 às 19:42

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