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Archive for Fevereiro, 2012

«Homem do gelo» tinha olhos castanhos e era intolerante à lactose

Fevereiro 29, 2012 Deixe um comentário

Análise de ADN revela dados sobre a múmia de Ötzi, o caçador que viveu há 5,3 mil anos

Ötzi, o «homem do gelo» que viveu na Idade do Bronze (há 5,3 mil anos) e cujo corpo foi encontrado nos Alpes italianos em 1991, tinha olhos e cabelos castanhos, sangue tipo O e era intolerante à lactose. A conclusão é de uma equipa de investigadores liderados por Albert Zink, da Academia Europeia de Bolzano, na Itália, que fez uma análise de ADN à múmia encontrada em 1991.

«A mudança de intolerante para tolerante na Europa começou no Neolítico, mas demorou centenas de milhares de anos para se completar. Consequentemente era esperado que o Homem de Gelo tivesse essa característica», afirmou Zink ao site brasileiro iG.

O trabalho, publicado esta terça-feira na revista cientifica Nature Communications, também desvendou outras características de Ötzi. Tinha mutações genéticas que levavam a uma maior predisposição a doenças do coração. O «homem do Gelo» tinha calcificação na aorta, na carótida e na ilíaca, um sinal de que estavam entupidas de gordura.

No que diz respeito à descendência, a conclusão foi de que o homem de gelo é provavelmente um ancestral dos habitantes do mar Tirreno, em especial da Córsega e da Sardenha.

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Câmara de Lisboa pondera criação de um bordel

Fevereiro 29, 2012 2 comentários

Proposta é de duas associações e está a ser avaliada pela autarquia

A Câmara de Lisboa recebeu uma proposta de duas associações para criar um bordel na Mouraria, e vai estudá-las no decorrer deste ano. A notícia é avançada pelo «Jornal de Negócios», que explica que a autarquia daria um imóvel em 2013 para transformar num espaço próprio para a prática de sexo seguro e sem lenocínio na capital.

A proposta para a criação deste espaço proveio da Obra Social das Irmãs Oblatas e do Grupo Português de Ativistas sobre Tratamento do VIH/SIDA (GAT).

Enquanto a proposta da «Safe House» não é aprovada, as associações da zona vão tentar encontrar formas alternativas de vida para as prostitutas do bairro. Junto das prostitutas vão também tentar perceber se fará sentido criar um bordel.

João Meneses, coordenador do programa de requalificação da Mouraria, explica ao «JdN» que o projeto «não está debatido ainda em termos jurídicos, mas se fosse uma cooperativa de mulheres não configuraria lenocínio, porque não haveria a figura do capitalista, ou do empresário. Não haveria exploração do trabalho sexual, haveria sim um trabalho feito em condições de saúde e higiene e que é gerido pelas próprias, e para as próprias», concluiu.

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Zoos portugueses põem animais e visitantes em perigo

Fevereiro 28, 2012 Deixe um comentário

Conclusão é do relatório «Investigação da União Europeia aos Zoos 2011», elaborado pela Fundação Born Free, que passou a pente fino os zoos da UE

Uma investigação da União Europeia mostra que, em Portugal, há jardins zoológicos sem condições para os animais, que põem os visitantes em risco e até um quem nem licença de funcionamento tem.

As conclusões são do relatório «Investigação da União Europeia aos Zoos 2011», elaborado pela Fundação Born Free, citado pelo jornal «i». Esta organização tem passado a pente fino os parques zoológicos dos estados-membros da União Europeia.

«Muitos dos parques zoológicos licenciados em Portugal não cumprem plenamente a lei, enquanto outros funcionam sem licença há muito tempo», denuncia o documento. O Zoo da Maia não tem licença, quando «a lei portuguesa determina que qualquer zoo detetado em inconformidade com os requisitos legais deve ser encerrado», frisa.

Contactado pelo «i», o diretor do Zoo da Maia admite que o espaço funciona sem licença, mas ressalva que estão a ser concluídas «várias obras» para que o jardim «possa cumprir os requisitos legais para depois ser licenciado», obras essas que terminam em Maio, garante.

Segundo o relatório, os zoos portugueses «não parecem dar um contributo significativo para a conservação das espécies». No que se refere à segurança, no Zoo da Maia e no Europaradise não havia barreiras exteriores para impedir a fuga de animais. No Zoo de Lisboa foram mesmo observadas ratazanas à solta. A investigação mostra ainda que há animais, em alguns casos selvagens, a «vaguear» pelos zoos e que quase todos os espaços encorajam os visitantes a tocar nos animais. «O que pode pôr em risco a saúde e o bem-estar do público».

Dos 300 espaços visitados destinados aos animais, 81% não cumpriam «os padrões mínimos exigíveis», diz o estudo. No Zoo da Maia, os leões apresentavam excesso de peso por não terem espaço para andar. Em vários parques, os animais não tinham material de cama ou sombras para se abrigarem do calor. Foram ainda detetados animais mutilados ¿ como aves com asas partidas para que não pudessem voar.

O Ministério da Agricultura, que tutela a DGV, garantiu ao «i» que «todos os alojamentos de animais estão protegidos» acrescentando não ter conhecimento de nenhuma avaliação de zoos na União Europeia.

Já o Instituto da Conservação da Natureza (ICNB) diz que soube do relatório e que o comentou, «apontando erros e omissões, incluindo a metodologia do trabalho, bem como informações subjetivas e/ou erróneas». O ICNB garante ainda que o documento foi feito «com base em visitas já com alguns anos».

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